quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Adeus Ano Velho [Final]

Ultimo dia do ano.
Este ano tem história. Em alguns momentos, intenso demais, em outras uma calmaria que só. Teve de tudo: amor, ódio, estresse, doenças, musica e tudo mais que um ano se preze a ter.

Mas é engraçado como tudo se ajeita em seus devidos lugares ao se aproximar do inicio de um novo ciclo de 365 dias. As brigas são dissolvidas tal qual o açúcar no café. O coração em paz consigo mesmo, e o sorriso sempre aparece no final, assim como nos filmes.

Será a nossa vida um clichê gigantesco em que, pensamos viver o que realmente vivemos e não sabemos que na verdade, tudo não passa de uma simples minissérie, controlada e manipulada para dar tudo certo no final, dependendo de seu papel e de sua importância na trama?

Bem, prometi não entrar em discussões filosóficas no ultimo texto do ano, então mudaremos o rumo dessa prosa.

Quem diria que, um blog, feito apenas para armazenar alguns textos, se transformaria em um objeto de suma importância em minha vida? Hoje, posso dizer com certeza absoluta que cancelaria meu perfil virtual no Orkut, mas não ficaria sem meu blog. Sei que poucos se dispõem a ler, e sei que dos poucos que lêem, quase não comentam, mas, a importância de deixar meus textos expostos supera qualquer hipótese de superexposição que eu deveria ter para manter um diário virtual.

Engraçado falar isso, mas, aqui despejo tudo o que realmente sou de forma publica, como se estivesse realmente escrevendo em um diário. Realmente estou em uma sociedade diferente, em que até mesmo seus segredos, medos e anseios são colocados para fora de forma publica para qualquer pessoa ler.

Olha eu novamente querendo filosofar... Hoje não!

Conheci muita musica boa este ano, fui a muitos shows, porém, conheci poucas pessoas. Mas voltando ao velho clichê [eles nunca somem] as poucas pessoas que conheci acabaram se tornando pessoas de um trato totalmente especial em minha vida, minha rotina. Não que as antigas tenham se perdido, elas sempre estarão lá, sempre me conhecerão de uma forma única, mas ganhei novos pontos de vista sobre mim mesmo... E isso é ótimo!

No ultimo dia 14/11/2008, meu coração foi preenchido por alguém especial. Alguém que nunca imaginei estar, mas que neste momento estou. Alguém que quero realmente compartilha mais 365 dias deste novo ano que começa, e poder realmente ser alguém de grande importância em todos os momentos da vida dela.

Também ganhei um novo amigo. Alguém que realmente posso chamar de irmão. Um "neguinho" de trancinhas rastafari e fala calma acabou entrando no hall onde estão alguns dos nomes mais importantes de minha vida: Marcus Devolder, Gustavo Nóbio, Felix da Silva, Messa Sanchez, Flavia Villamarim e Licia Savioli. Muito bom ter mais alguém.

Aproximei-me mais de minha irmã. Acho que o meu inicio de pensamentos intelectual foi o que nos uniu, ou sei lá, algum sentimento fraternal daqueles que aparecem e não sabemos por quê. Meu pai continuou lá no mesmo lugar: Estamos juntos, brigamos às vezes, mas quando preciso de uma conversinha a mais, lá está ele. O distanciamento de minha mãe foi algo complicado: Ela precisa um pouco do espaço dela, e eu do meu. Ocorreram algumas tensões, nada que não pudesse ter sido resolvido, e assim foi. Mas a necessidade de voar mais alto me fez distanciar um pouco, assim como a necessidade de não acreditar na beleza da vida a fez ter a mesma atitude.

Lágrimas?
Sim, muitas.
Mas os sorrisos também foram uma constante.
Saldo positivo de 2008.
Que Venha 2009.

Um abraço.
Guilherme Fernandes [O Abacaxi]

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Humanos demais...

As palavras. Cada vez que proferimo-las não sabemos a força que ela se mostra ao se propagar no oceano de pensamentos imensuráveis que chamamos, humildemente, de vida.

Algumas atitudes magoam, mas não magoam tanto quanto as palavras, que, se utilizadas de forma errônea, causam um estrago sem fórmulas para reverte-la em um primeiro momento.

Falo isso de mim mesmo, ao escutar algumas coisas que ficam me martelando e que só cessam as "obras" na hora em que encosto a cabeça no travesseiro para ter meu merecido descanso. Às vezes, nem consigo parar de pensar, coisa que me faz perder alguns bons momentos de descanso.

Mesmo me considerando descansado demais, achei estar com a calma de um "mestre zen" para escutar e filtrar tudo o que sai inutilmente da boca de algumas pessoas que me rodeiam: algumas queridas, outras frívolas e outras insuportáveis. Mas descobri que continuo sensível, continuo o mesmo moleque frágil que começou a destilar algumas angustias e questionamentos há algum tempo atrás.

Porque somos fracos?
Porque lutamos contra nós mesmos?
Porque somos tão sensíveis?

Acho que porque somos humanos, ou então, porque temos o sofrimento como causa magna para nossa eternidade.

Ainda procurando algumas respostas, Guilherme Fernandes.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Conto do Amor Real

“Hoje acordei pensando em tudo o que você está fazendo. Por um momento, não me achei merecedor de todo este carinho, mas logo percebi que o sentimento é recíproco. Então sim, mereço teu amor, assim como mereces o meu.

Neste acordar pensativo, percebi que estava cercado: em meu lado direito, seu corpo e alguns belos sorrisos sonolentos. De meu lado esquerdo, você dentro de meu coração. Não sabia para onde olhar e, na duvida, resolvi olhar para sua face, e ganhar mais alguns sorrisos sonolentos. Ganhei meu dia.

Um beijo, algumas palavras e assim me fui, para meu labor. No caminho, percebi que você conseguiu preencher todos meus pensamentos. Cada hora de trabalhada era uma hora a menos na contagem regressiva para nossa felicidade. Mesmo que, durante o dia, quando a saudade apertava demais, conseguia escutar a sua voz.

O coração palpitava entre as passadas até o local marcado. Em alguns instantes, que pareciam horas, estaríamos juntos. Na ânsia, avisto um alguém, um sorriso, meu alguém.
Um abraço demorado sela o reencontro, um beijo molhado testifica o amor, um sorriso verdadeiro mostra a saudade latente, os olhares unificados mostram o desejo realizado.

Sorrimos um pouco, conversamos sério, perdemos a "loção do tempo". Mas quem precisa de tempo? Quem precisa de medidas? Quem precisa do mundo? Quem precisa de algo, quando o que se quer está bem ao lado?
Eu não preciso.

Logo, não consigo acreditar que novamente você está me cercando: seu corpo de meu lado direito, e seu sentimento em meu lado esquerdo, alguns sorrisos já sonolentos e novamente os olhos fecham. A felicidade se tornou uma constante em nossa rotina, e me sinto realizado por te amar e saber que me amas, e que somente isso basta para vivermos um dia a mais de nossa história de amor.

Uma pena para os leitores, que este livro não terá um final, daqueles bem clichês, com um beijo e um "foram felizes para sempre".

O final desse livro é um final normal, daqueles finais em que a mocinha dorme ao ser beijado pelo seu amado que está do outro lado da cama e que, fica feliz e, ao começar de um novo dia, percebe que o final desta história realmente não existe e assim, a mesma felicidade perdura para toda a eternidade.”

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O pobre filme de sua vida...

não e filme, é vida real
noutros corpos para não se ver
fazem tudo para reparar
e só tentam lhe fazer perder

o mundo mudo sem atacar
sonhos feitos pra se corromper
planos feitos para acabar
vidas feitas para não entender

controlado pelo mundo digital
atarefado pelo próprio medo
egocentrismo eterno labor
esquecendo sua vida, seus desejos
justificando pra não explicar
mas simplismente tudo se acabou
na rima suja de alguém normal
e nem se lembra como começou

feito para acabar com seus sonhos
feito para te deixar sem um sonho
feito para destruir sua vida
feito para não cicatrizar suas feridas

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Algumas Fotos

sou o esboço de todas as suas fotos
aquelas em que você gostaria de estar
aquelas fotos em que você queria ter saido
ou a mesma cena que ficou para guardar

cinco horas, nada passa
o foco não perdeu a cena
o meu flash está no ponto
para te capturar
para te encontrar

em outros albuns não sorri quando saia
o me clicarem vi que não estava ali
eu sou apenas uma maquina, pronto para não chorar
foco, flash, vento & chuva pronto pra gravar

o filme de nossas vidas está passando
não podemos deixar de assistir
na videoteca todos estão me alugando
e eu não posso pensar em ti

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

UM FODA-SE ESPECIAL...

Para o papai noel [em minúsculo mesmo].Essa figura fictícia e corporativista, que todos os anos, em conjunto com os "coelhinhos da páscoa" nos fazem gastar um pouco mais do que não temos.
Voltando ao Clichê:
-
Papai Noel filho da puta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo!
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Mas nos vamos seqüestrá-lo
E vamos matá-lo!
Por que?
Aqui não existe natal!
Aqui não existe natal!
Aqui não existe natal!
Aqui não existe natal!
Por que?
Papai noel filho da puta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo!
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
-
CRÉDITOS DA POSTAGEM: FABIANO BARRETO [http://banalidadesindispensaveis.blogspot.com/]

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Adeus Ano Velho [Parte 2]

MELHOR SHOW:

1º CURUMIN – Circo Voador [Mola 2008]
2º NANDO REIS – Teatro Popular Niterói [Aniversário da Cidade]
3º ZECA BALEIRO –
Circo Voador [Tour Coração do Homem Bomba]
4º BATONE – Circo Voador [Mola 2008]
5º POSSUIDO PELO CÃO – Áudio Rebel [Tour com Bandanos]

PIOR SHOW:

1º NX ZERO – Vivo Rio
[Lançamento do CD Agora]
2º CHOOSE A LIFE – Concepcione Pub
3º ULTIMA DANÇA –
Lona Cultural de São Gonçalo [Na Lona]
4º WAX POETIC – Circo Voador [Mola 2008]

SURPRESAS MÚSICAIS:

1º JAY VAQUER – Teatro da UFF / Vivo Rio / Lona da Ilha do Governador
2º 3 a 1 ROCK TROPICAL – Circo Voador [Mola 2008]
3º PAULINHO GUITARRA – São Dom Dom [dia 14/11/2008 – Inesquecível]

MELHORES CDS:

1º NICKELBACK –
Dark Horse
2º PROTEST THE HERO -
Fortress
3º LENINE - Labiata
4º ZECA BALEIRO – Coração do Homem Bomba Vol 02
5º ZECA BALEIRO – Coração do Homem Bomba Vol 01

MELHORES MOMENTOS

1º FERIADO DA CONSCIENCIA NEGRA – 20/11/2008
2º APRESENTAÇÃO NO COLÓQUIO DE LETRAS – 12/12/2008
3º 1º SHOW DA AURORAH – 16/12/2008
4º MEU ANIVERSÁRIO – 23/08/2008
5º SHOW DO JAY VAQUER NA ILHA – 05/12/2008

PIORES MOMENTOS:

1º SHOW DO ZECA BALEIRO -
Circo Voador
2º VOLTA DO SHOW DO POSSUIDO PELO CÃO - Audio rebel
3º ASSALTO NA SEMANA DO CARNAVAL -
Porto Novo
4º CARNAVAL - Búzios
5º PÓS-SHOW DA ELETRIC BAND - São Dom Dom



FILMES:

1º ROMANCE

2º NOSSA VIDA NÃO CABE EM UM OPALA

3º OS DESAFINADOS

4º ANTES DE PARTIR [Só consegui assistir este ano]

5º O PROCURADO

Bem... é isso ... Gostou ?

Ótimo.

Não Gostou ?

Foda-se !



quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Um dia de "Banco"

Alguns minutos após adentrar, vejo aquela famosa fila na entrada. Pessoas tendo que colocar seus pertences para fora, enquanto alguns "tipos" passam sem necessitar sequer abrir a bolsa, que até seria suspeita, mas que não aparentam a famosa "cara de criminoso".

Vi também a falta de educação do povo que, enquanto alguns formavam uma fila para colocar seus pertences, outros "atiravam" seus pertences e corriam para entrar na frente os outros, como se um lugar a mais ou a menos na fila fosse garantir algo... mania de brasileiro querer sair na frente de tudo.
Enfim,após tirar carteira, celular, mp3 player, alguns trocados, e perguntar em tom ironico se os guardas queriam que eu tirasse a minha "nova placa de aluminio que estava alojada em meu cérebro" , entrei.

Sabe aquelas filas que parecem um "S" ? sim, lá no banco estava parecendo um "i" , invadindo a circulação e não tendo ninguém para fazer o correto. Então, eu mesmo fiz.Fui para o local que seria o meu, e ao receber olhares e marimbondos como " o final da fila é aqui ó" , respondi com um sonoro:
"Então, ai onde você está é area de circulação, o verdadeiro local da fila é onde estou ... é só olhar para o chão que a senhora percebe !"

Logo, todos foram para seus respectivos lugares, inclusive a senhora encrenqueira... mais uma boa ação no dia. A diferença de tratamento entre os clientes "fisicos" e os "juridicos" é imensa. Ficam dezenas de seguranças próximos a fila [que eu ajeitei] olhando, reparando as roupas, os trajes e tudo mais, enquanto do outro lado, os clientes ficam sentados, tomando cafézinho e comendo bolachinhas. Sorte minha que fui reconhecido por um desses clientes e pude desfrutar de um cafézinho e uma bolachinha de graça.

Mas é isso, entra ano, sai ano, e o retardo mental do povo e da hipocrisia que impera em algumas mentes "progressistas".
Sucks.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Um teste... Daqueles bem escrotos mesmo.

Certa vez, sem nada para fazer, resolvi fazer um daqueles testes que recebemos constantemente por email. Confesso que me assustei com o resultado deste, uma vez que diversas qualidades me foram apresentadas. Decidi reazer o teste, prestando atenção nas perguntas e respondendo com o coração e, novamente, o mesmo resultado.
Coicidência ???sei lá, decidi postar aqui, tirem suas próprias conclusões.








terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Aurorah HOJE no Toca Rock - Bar do Blues

Desde maio deste ano que não sei como é subir em um palco. Meu rompimento com a Choose a life e as proporções tanto emocionais quanto musicais me distanciaram desta realidade. Não que o Atasco seja uma fuga para isso, já que pretendo levar o projeto aos palcos também, independente de Underground ou Mainstream, mas estou falando de peso, agressividade, raiva e todos os outros atributos que só mesmo o rock pesado pode trazer a um vocalista.

Hoje é o dia. Primeiro show da banda Aurorah, que já foi Trauma e poderia ter sido Scortum. Mas foi escolhido Aurorah, então, que se quede assim. Rock solidário, com entrada a partir de 1 kg de alimento, em ajuda ao projeto social PROJETO AMO SALGUEIRO para ajudar as pessoas dessa comunidade. Bom tocar em um evento desses, visto que há quatro anos, morava no bairro vizinho dessa comunidade e tenho a certeza de que esses alimentos serão muito bem utilizados para fazer um ótimo natal para algumas famílias que vivem ali, abaixo da linha da pobreza.

É bem estranho para eu tocar em uma terça-feira, mas, como qualquer dia é dia de viver como já dizia o poeta [!?!] lá vamos nós. Showzinho curto, quinze minutos no máximo. Doses cavalares de agressividade, alguns berros insanos e algumas danças típicas de Guilherme é o que se pode esperar deste show, sem contar nos sorrisos e no nervosismo, visto que é a partir dos primeiros acordes é que será percebido se a Aurorah apresenta ou não condições de ser uma banda ativa no cenário rock de São Gonçalo/Niterói/RJ a priori.

Let's Rock ?
Just Rock ... And Roll !!!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Adeus Ano Velho [Parte 1]

É de certo que neste momento faltam menos de duas semanas para que 2008 se finalize. Mas, o que tiramos de bom neste ano?

Cuido por dizer que não sei bem ao certo o que classificar como essa certeza.
Achei que havia vivido os melhores momentos de meu ano após junho, quando pude ir de encontro com minhas vontades ainda ocultas e restritas.

Logo após, setembro teria sido "o mês": Alguns shows inesquecíveis, companhias adoráveis e finais trágicos, tudo o que gosto nessa vida.

Mas e agora, faltando alguns poucos dias para findar este ano, eu aqui, vivendo os melhores momentos de meu ano, quiçá os melhores de meus 23 anos...

O certo é que não temos controle sobre isso e que, os melhores momentos no inconsciente coletivo [coloco-me nele] sempre serão os últimos.

Agora entendo porque todo artista sempre diz que seu ultimo lançamento é o seu trabalho mais "maduro".

Ganhamos maturidade devido a algumas situações, preservamos a ingenuidade em outras, mas não deixamos de viver, nunca.


domingo, 14 de dezembro de 2008

Musica Suave

é tão forte quanto a rocha
que talhamos nosso nome
para sempre, para sempre

é a tentativa e o erro
a opção e o acerto
vozes, vidas, vozes, mentes

embalo sua vida em minha musica suave
quebramos conceitos para ser um pouco mais
na ausencia pressinto, retorno e limito
aquela nossa vida cheia de amor e paz

é a produção da alegria
com cliches mas com verdades

é a solução pra todo dia
é a voz que reina nas imagens

Gritando mais alto, vivendo um instante
sonhando sorrisos, emoções constantes
os olhares sem medo, as forças seguras
a patria, a verdade, eu sei que nada muda

Vem, nessa música suave
não preocupe se é tarde
ou se eu posso te atender

Sem vergonha,medo ou algo
O real e o Abstrato
Estou pensando em você

[*] Inicialmente um poema, posteriormente uma música para o "Atasco - Silêncio Ensurdecedor"

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

NESTE MOMENTO

vou fazer cara feia e te sufocar até falar a verdade
dizer o quanto foi prejudicial para você mesmo
andar em circulos, sem interrupção
não quero confundir você, vamos logo ao assunto:

eu te amo, mas ninguém acredita.
eu te desejo, mas não posso demonstrar.
quando te possuo, supera minhas expectativas.
quando me vou, duvido que tenha saudades.

desculpe-me, se sou tão rude e aspero
a sociedade conseguiu me contaminar.
merda de sociedade, me contaminou,
e ... deixa para lá.

entenda da forma que for mais conveniente
não tenho dinheiro, mas tenho alguns versos
com 5 R$, posso comprar quantos cafés ?
não grite ! meus ouvidos estão sensiveis.

está tudo muito certinho.
por isso, perderei a estética destes versos
neste momento.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Boi do Dono [Zeca Baleiro]

Morena toma o meu braço
Minha dança meu passo
É tudo que eu posso te dar
Morena leva o meu beijo
Meu carinho meu desejo
Meu amor meu maracá

Se eu pudesse eu te dava toda a riqueza
Luxo glória e beleza remédio pra toda dor
Ah eu te dava os leões do meu palácio
Tudo quanto é rima fácil meu jardim crivado de flor

Te dava a minha língua e o meu coração
Se eu fosse dono do mar
Se eu fosse dono do maranhão
Te dava a minha língua e o meu coração
Se eu fosse dono do marS
e eu fosse dono do maranhão

Morena toma este poema
Meu canto de seriema
Meu doce de buriti
Morena minha vida é tua
Prometo te dar a lua
Se a lua tu me pedir

Se eu pudesse eu te dava o meu sotaque
Rolls-Royce cadilac camafeu e bibelô
Ah eu te dava meu penacho de brincante
Brisa da maré vazante
Água fresca sombra e calor

Te dava a minha língua e o meu coração
Se eu fosse dono do mar
Se eu fosse dono do

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Um pouco sobre o incomodo

Não estamos vivendo a efemeridade.
Um brinde ao acaso, ao acidente e as formalizações desnecessárias.
Não posso lhe falar de tristeza, mas as preocupações de nada atrapalham.
Não adianta ser "o poeta" quando as poesias se esvaem por alguns gritos.
Minha poesia irá prevalecer.
O incomodo é natural,
mas suportar o incomodo é quando vemos o que realmente vale a pena.
Suportaremos os incomodos.
Um sorriso basta, mas se houver a necessidade, teremos mais abraços
Gritaremos mais alto que os gritos.
Seremos mais felizes que a felicidade.
Esse é o combinado.
Nada mudará esse quadro.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

O ATOR PERFEITO

assista o filme de sua vida
para ver onde pode errar
é impossivel ter um filme
de quem nunca se permite acertar

uma vida sem erros
não presta para os grandes diretores
ele preferemas putas e viciados
já que o ibope vem de nossa desgraça

seria eu, o ator perfeito ?
porque tenho vícios e choro por amor ?
ou seria eu mais um ser banal
que vive um dia de cada vez ?

Luzes, camera, ação !
desculpe, não sabia que já estava gravando...
vou tentar sorrir sem querer, para dar publico
ou para emocionar, prosseguir chorando

não sei escrever direito
mas todo dia você lê os meus textos
assim como vê a sua novela.

se abandonar o set de gravação, perderia grana
então vamos lá, novamente:
sorrir sem querer
chorar lágrimas falsas

-mesmo que não me assista mais, não sairei do ar

domingo, 7 de dezembro de 2008

A imagem da Imagem

a imagem fala por si só
sem proferir palavras curtas
a imagem te faz refém
de uma prisão social

pro inferno com o moralismo
a tal da ética que só favorece aos que acreditam
se você não sabe explicar o básico,

não sabe o básico
mas se o básico não é o meu terreno
o que faço com minha complexidade ?

as vezes inconsequente
outras, vitima dos fatos
a imagem me fez refém
quando desejo muito um "algo"

a lógica que compõe as frases soltas
nunca será individual
alguém fala, fala e fala
e eu não preocupo em entender

quero muito você
acho que te quero para sempre
acho que não
mas tenho certeza
preciso vencer a vida
ou ao menos engana-la

não quero ter o seu sorriso
como uma simples lembrança de um mundo chuvoso
quero voce hoje,
amanhã e denovo.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O Tal do Amor [Jay Vaquer]

Às vezes me sinto a peça faltando em você
Às vezes me sinto à beça, você nem merece ter

Às vezes me sinto um castigo,uma praga, sua maldição
Às vezes me sinto um abrigo,uma graça, sua salvação

Mas se me desmantelo ao acaso
Logo me refaço ao sabor do vento que sopra a favor
8 e 80 por ruas estreitas do pensamento
De todo bom jogador

Às vezes me sinto um ódio sobrando em você
Às vezes me sinto um país que você nunca vai conhecer

Às vezes me sinto arriado nos quatro pneus
Às vezes me sinto nomeado interino de Deus

E se a gente perder
Que seja derrota suada, sofrida, roubada...
De mão beijada nem a pau!
E se a gente ganhar
Que seja vitória disputada, merecida, conquistada...
Vou pro pau!
Apostar na parte bacana do tal do amor
Do tal do amor

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Efemeridade Explosiva

Ontem tive medo da vida ...
tão obscura, pronta para me dar uma rasteira.
Salvo pelo amor.

As pessoas deveriam cuidar mais de suas próprias vidas
e deixarem minha felicidade em paz.
Mas o que fazer, o ser humano é excludente, preconceituoso
e mais ainda, MEDIOCRE.

Senti medo, chorei, esbravejei e chorei novamente.
Nada de lágrimas, nada mudou.

A insônia foi minha companheira, enquanto você dormia...
ao acordar, um sorriso... agora posso voltar a viver.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Existência

Eterno?
Sim, eu gostaria que fosse.
Não penses que não luto para isso,
Mas pense que luto por nós.

Hoje, ao beijar seus lábios.
Não pude conter a verdade.
Não consigo não ter você.
Transpiro sua essência, seu desejo.


Vontade impar de te amar,
Fechar os olhos e esquecer do mundo.
Olhar para o nada e ver uma estrada,
Em que nossos passos sigam juntos.

Seu retrato que só está em minha mente
Seu sorriso que vejo mesmo sem sua presença
Sua felicidade que não é um reflexo da minha
Sua caminhada não é mais tão só.

Que saibamos viver nossos momentos infinitos
Que a efemeridade não nos tire de nossa eternidade
Que você perceber que a sua chance de amar
Está do outro lado da cama, te admirando.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Quando um mundo para de rodar...

Coisas boas acontecem sucessivamente,
nada de muito novo, mas tudo novo de novo.
Felicidade, intelectualidade, amor.
em cada segundo em que meu mundo para de rodar,
posso perceber a presença divina da paz.
Preocupações, sim eu as tenho guardadas em meu bolso
para que possa me divertir sem me lembrar delas.
Nunca lembro das moedas em meu bolso,
só lembro quando fazem aquele barulho insuportavel.
Assim serão minhas preocupações.
Quatro semanas e o ano acaba.
O que você fez de bom ?
O que você não fez ?
O que planeja no próximo ano ?
Perguntas e mais perguntas.
Não quero responde-las...
Ou melhor, respondo de meu jeito.
Serei Feliz, seguirei minha vida e não me preocuparei tanto.
Enquanto estiver ao meu lado não preciso desse peso todo.
Dona do meu sorriso, sim eu estou apaixonado.
Até o próximo mês ?
Até o próximo ano ?
Até a próxima semana ?
Tanto faz ...
Até quando não conseguir mais tirar sorrisos de seus lábios..
Até quando não conseguir ficar velando seu sono...
Até quando não conseguir sentir seu coração batendo em um abraço.
Mas até lá, aproveitaremos e não deixaremos que nenhuma efemeridade,
Nos tire de nossa eternidade.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Humanitismo [By Quincas Borba]

— Mas que Humanitas é esse?
— Humanitas é o princípio.
Há nas coisas todas certa substância recôndita e idêntica, um princípio único, universal, eterno, comum, indivisível e indestrutível,
— ou, para usar a linguagem do grande Camões:
Uma verdade que nas coisas anda, Que mora no visíbil e invisíbil. Pois essa substância ou verdade, esse princípio indestrutível é que é Humanitas. Assim lhe chamo, porque resume o universo, e o universo é o homem. Vais entendendo?
— Pouco; mas, ainda assim, como é que a morte de sua avó...
— Não há morte.
O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum.
Daí o caráter conservador e benéfico da guerra.
Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos.
Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.
— Mas a opinião do exterminado?
— Não há exterminado.
Desaparece o fenômeno; a substância é a mesma. Nunca viste ferver água? Hás de lembrar-te que as bolhas fazem-se e desfazem-se de contínuo, e tudo fica na mesma água. Os indivíduos são essas bolhas transitórias.
— Bem; a opinião da bolha...
— Bolha não tem opinião.
Aparentemente, há nada mais contristador que uma dessas terríveis pestes que devastam um ponto do globo? E, todavia, esse suposto mal é um benefício, não só porque elimina os organismos fracos, incapazes de resistência, como porque dá lugar à observação, à descoberta da droga curativa. A higiene é filha de podridões seculares; devemo-la a milhões de corrompidos e infectos.
Nada se perde, tudo é ganho. Repito, as bolhas ficam na água. Vês este livro? É Dom Quixote. Se eu destruir o meu exemplar, não elimino a obra que continua eterna nos exemplares subsistentes e nas edições posteriores. Eterna e bela, belamente eterna, como este mundo divino e supradivino.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Um Olhar, Dois Cafés

"Um olhar, dois cafés.
A magia que abrir os olhos me realizo novamente.
Um sorriso, dois olhares.
Abraços que nos fazem um nesta orquestra urbana.
Como eu queria que tudo fosse mais fácil,
Sem atribulações, sem ofensas e sem preconceito.
Mas será que sem as dificuldades
Viveríamos essa felicidade até o final?
Em cada manhã, em cada final de dia.
Conquistamos mais um pouco de nosso mundo.
Aquele mundo em que gostaria de viver para sempre
Aquele mundo onde nossos sorrisos norteariam tudo.
E quando observamos juntos aquele belo amanhecer
Observamos também um horizonte para se conquistar.
E ao sentir seu coração bater um pouco mais forte
Vejo que posso sorrir e caminhar até te encontrar novamente.
Um olhar, dois cafés.
Não me perdi no caminho que sempre quis seguir.
Um sorriso, dois olhares.
A companhia perfeita para caminhadas e sorrisos."

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Tarzan Moderno [Batone]

É alguém encolhido na calçada
é um outro que finge a própria dor
é a casa deixada e desejada
é uma outra visão do mesmo amor
no chacoalho do trem para o trabalho
no cochilo quadrado do metrô
vou pensando o país dos Abelardos
onde a cura é o placebo B.O.
não, não quero perder, eu não quero
não, não quero largar , eu não quero
não, não quero deixar, você é o mistério
você é esse instante que eu quero guardar
é sério, é muito sério, eu sou seu lugar
você é importante pra minha boa forma
é uma feira de cura mediúnica
é a única chance de ganhar
é uma esquina trancada com macumba
é a rumba que vem do meu olhar
não sabia se punha terno ou jeans
se era "rave" ou se era procissão
sem idéia do que esperam de mim
visto a camisa nova e digo não
não, não quero perder eu não quero
não, não quero largar eu não quero
não, não quero deixar, você é esse prédio
tomado lá do térreo ao décimo andar
tomando todo o Aterro de tédio e de mar
não mude, não encane, não case
tente me esperar
é a música intensa dos sentidos
é o grito de antenas e sinais
é o sol me enchendo de malícia
é o rito de velhos capitais
de repente senti-me invisível
um fantasma cortando multidões
transpirando carbono, vidro, diesel
confundindo com as tripas, corações
não, não quero perder, eu não quero
não, não quero largar , eu não quero
não, não quero deixar, você é o remédio
que eu finjo tomar

domingo, 23 de novembro de 2008

E lá vamos nós ...

Espero dormir pelo menos duas horas antes que a segunda feira chegue...
Não quero deixar de sorrir, da forma que estou.
Ah saudades... sempre apareçe quando as mãos se separam.
O homem e o mito, um bom livro para se ser entre as escadas.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Mas...

Pós feriado aqui no hemisfério sul, começo tudo de novo.
As poucas pessoas que estão na rua, não sorriem.
Mas elas quase não sorriem mesmo.
O ônibus para o trabalho demora, e quando chega, está cheio.
Mas ele sempre demorou, e sempre chegou cheio.
Minha cara de sono, não esconde que não dormi direito noite passada.
Mas eu nunca durmo bem, todos os dias.
Minha vida tem mudado, todo dia, toda hora.
Mas ela sempre muda, todo dia, toda hora.
É muita surpresa para uma vida só ?
Não, eu acho que não.
Lagoa, vento frio, vis-a-vis...
Travesseiro, Costelinha, vis-a-vis...
Volante, Música, vis-a-vis...
Difícil mesmo é se permitir viver.
Mas ninguém nunca se permite mesmo.
Sou engraçado, sério, inteligente e ignorante ao mesmo tempo.
Indolente, ardiloso, teimoso e intempestível.
Vacilão, babaca, sonhador e sentimental.
Enfim, eu sou perfeito.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Em cada esquina, uma surpresa.

Felicidade,
a única palavra que sai de minha boca.
Cypress Hill na vitrola, juntinho no abraço.
Sinal vermelho agora é parada obrigatória.
"Quero te ver de corpette / te guiar em um corvette"
Já dizia uma banda dessas que eu escuto.
Palavras, silencios, palavras, silencios...
Sorrisos as vezes...
Meus vidros não quebram mais,
independente das marteladas.
Tenho que admitir que nem tudo está bom,
na verdade, minha vida está uma merda.
Mas só isso já basta !
Basta !
Feriado chegando, as expectativas aumentam a cada segundo. Precisando de um tempo para acertar o que foi trincado. Rever alguns conceitos, viver mais algumas coisas e tocar outras para frente. Nossas vidas parecem novelas em que aguardamos sempre o próximo caputulo... Mas a minha, já sei os próximos: Vou ali ser feliz e quando voltar, escuto as broncas, os sermões, as lições de moral que insistem em me dar, mesmo não tendo moral para tal.
Só sei que estou feliz, e que nada vai tirar minha calma. TRAUMA rolando, os showzinhos aparecendo, alguns contatos musicais fortissimos, enfim, muita coisa boa e muita coisa ruim acontecendo. Mas na boa ...
Aproveite o friozinho do feriado.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Mise-en-scene, Miscelânea...

Então, o que posso dizer é que desde a ultima sexta feira tudo mudou...
Onde tinha paz, turbulências.
Onde tinha choro, sorrisos.
Onde não enxergava verdade, verdade há...
E com isso, o sorriso e o otimismo deste louco varrido que escreve estes versos falhos (ou fálicos)
permanece independente do desespero por algumas atitudes e incitações que me foram atribuídas neste mesmo final de semana...
Mas nada que uma boa cerveja gelada, alguns sorrisos e muito romance não possam resolver.
Hoje não quero saber de preocupações:
Chefe, trabalho, estudo, banda, família ... nada.
Hoje eu só quero olhar, até porque só poderei olhar.
Admirar, refletir e torcer para que o final de semana (que será antecipado pelo feriado) chegue.
E lá vamos nós !!!

sábado, 15 de novembro de 2008

Bagaceiras Filosóficas

Viver a vida nada mais é do que se perder no tempo,
Sem muitos planos, sem muitas expectativas e sem muito “tudo”.
Às vezes, vivendo com um pouco mais de calma,
Outras, rasgando os preceitos de forma violentíssima.

Mas o que esperamos de nossas atitudes?
Não acredito na temática do “aqui se faz, aqui se paga”.
Acho uma coisa besta, coisa de fraco.
Prefiro viver a ficar esperando o mal de que me fez o mesmo.

A inspiração para escrever acabou.
Tenho sequelado às vezes.
É melhor parar por aqui.
Antes que eu escreva alguma besteira.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Hoje sim, depois talvez.

“Meu amor, o que você faria, se só te restasse esse dia...”.

Lembro como se fosse hoje de meu primeiro debate na faculdade. Falando sobre um texto de Umberto Eco chamado “A Literatura se ensina?” Estávamos falando sobre a efemeridade das coisas de nosso mundo. Sim, a vida está cada vez mais efêmera, e com isso, nossos desejos, anseios e até mesmo nossas futilidades estão mais frívolas.

Tenho vivido isso de uma forma impressionante. Com minhas atribuições, tenho a impressão de que o dia está curto demais para realizar todas as tarefas que necessito para deitar a cabeça no travesseiro tranqüilo. Ao contrario, durmo sempre com a sensação de que deveria ter feito algo a mais, ou se tivesse feito “daquela forma” teria mais tempo para desempenhar a outras funções necessárias para “fechar o caixão”.

Não sabia como era viver de definir prioridades. Escolher alguma coisa em detrimento de outra, ou adiar algum movimento porque sua intuição lhe diz que não é o momento certo, ou então, que você não tem tempo para fazer tal coisa. Tenho dividido minhas noites entre a faculdade e a Trauma. Sim, minha formação às vezes é esquecida em prol da música, ou então, a música necessita ser deixada em segundo plano por conta de minha necessidade de adquirir bagagem intelectual. Ainda tem os amigos, a network que necessita ser trabalhada dia após dia, a família, os textos e dissertações desmedidas, os poemas para musicar e mais um monte de atribuições que somatizadas às oito horas do trabalho regular, acabam por serem escolhidas como em um concurso de beleza.

Porque os sentimentos mais efêmeros conseguem ser os mais intensos? Mesmo não vivendo de forma totalmente romântica, vivemos momentos intensos. E quando nos apaixonamos em fração de segundos, que, na fração reversa nos “desapaixonamos”?
Não venho tendo controle sobre meus sentimentos desde o ultimo sentimento verdadeiro em que vivi. Não que eu esteja me apaixonando e “desapaixonando” direto, mas você olha as pessoas de outro sexo de um ponto de vista “acima da carência”. Algo mais tétrico, já que não podemos perder os minutos preciosos de nosso dia e quando o perdemos, corremos o risco de NADA estar da mesma forma que deixamos quando adormecemos ao final de um dia de “muitas coisas”.

E o que fazer em uma situação dessas?
Bem, eu não sei, vou vivendo, tentando manter o sorriso e o otimismo no maior período de tempo possível. Confesso que tem sido difícil, mas, imagina então para as pessoas apegadas ao dinheiro, valores materiais, construção de impérios e afins... Deve ser dureza.

Certa vez um amigo (saudades de tu mano veio) me mandou um mail com algumas frases, bem naquela linha auto-ajuda, mas uma delas ficou marcada até hoje: “É a vida... viva!”.
Pois bem, vou vivendo, escutando “tudo bem malandro – Curumin” e lendo meus livros do Nietzsche.

Acho que estou indo bem.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Seja feita a minha vontade.

Schopenhauer entende que não existem "COISAS", antes, existe UMA SÓ COISA que determina a existência de todas as outras ou ainda, uma só fonte de onde emanam todas as expressões objetivas de realidade. O próprio ser consciente, um homem, por exemplo, é uma objetivação dessa COISA-FONTE-Única que o filósofo identificou como sendo VONTADE. Mesmo o corpo humano seria uma objetivação da vontade e a percepção física que temos de nós mesmos não se confunde com aquele nós que percebe esse "nós mesmos".


A VONTADE SUPERIOR rege o macrocosmo; entretanto, analogicamente, é a VONTADE INFERIOR, do Ego, que predomina no microcosmo. Essa vontade inferior é à vontade dos seres, em especial dos homens. Schopenhauer é geralmente apontado como o filósofo do pessimismo. Isso acontece porque, no desenvolvimento de sua teoria sobre "o mundo como representação", a Vontade humana, sempre limitada pela percepção enganosa, não é uma faculdade que pode ser exercida livremente; ao contrário, a Vontade é uma força que o homem comum não sabe controlar e por isso, é controlado por ela. A Vontade deseducada é apenas um querer irracional movido por paixões inconscientes e sempre não saciadas. É um "mal inerente à existência do homem", fonte de dor constante pelos anseios intermitentes que são a sua manifestação (da Vontade) porque não existe satisfação durável. Todo prazer é ponto de partida para novas aspirações e por isso, "viver é sofrer".

Sim, venho lendo muito Schopenhauer, e com isso meus questionamentos sobre a vontade como elemento inicial das disposições da vida tem sido alvo de muitos questionamentos. Ultimamente venho vivendo de uma forma desregrada. Não inconseqüente, mas desregrada. Sempre tive ideais moralmente incorretos, nada de quebrar, xingar e denegrir, mas sim à vontade de viver sem necessitar de um questionamento de “será que fazer tal coisa é moralmente correto?”.

Os conceitos de ética, moral e respeito estão presentes em mim, mas venho me perguntando “Pra que viver assim, se o sorriso fica mais evidente se as premissas forem quebradas?”. Quem nunca se deixou levar por suas próprias vontades, e ao final, um largo e brilhante sorriso permaneceu em sua face durante horas, dias e meses?

Não teria ido ao show do Curumin, ou então vivido as loucuras de terças, quartas e quintas insanas, regadas a fortes emoções se não tivesse deixado minhas vontades lê levarem para onde elas desejassem ir. Sei que de acordo com a citação acima, corro um alto risco de terminar essa epopéia urbana de forma triste, me lamuriando em algum canto, ou de escrevendo textos “corta-pulsos” neste blog. Mas, se sabemos que vamos sofrer, porque não viver antes disso? Em uma música, escutei certa frase: “To aproveitando cada momento, antes que isso aqui vire uma tragédia”.

Escutei, gravei, guardei e venho seguido isso... Porque não faz o mesmo?

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Amor X Hostilidade

Como em tão pouco tempo, nos transformamos no conceito das pessoas que nos circulam. Principalmente após um relacionamento afetivo não logrado. Tenho certeza de que todos, inclusive eu, já viveu essa situação.

Começamos um relacionamento como o padrão de homem perfeito. A inteligência está toda concentrada em nós, tal como a maturidade. Parecemos perfeitos e qualquer deslize, não pode ser maior do que nossas qualidades, quase infindáveis. Logo, no final dele, independente de brigas, nos tornamos infantis, de pouco caráter e outros “elogios” que todos já devem conhecer de outros carnavais.

Só que o mais engraçado é que as pessoas “te” culpam por tudo o que acontece posteriormente a uma relação. Vai entender...

Toda minha hostilidade, meu asco e misantropia a você... Quem falou mesmo em decência?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Formidavel mundo cão

Que eu estou esperando uma boa oportunidade para ver o Jay Vaquer faz tempo, isso é fato. Desde quando escutei pela primeira vez “A idade se eu quiser”, de seu segundo cd, tenho aguardado por este momento. Assim que seu ultimo registro foi lançado, descobri um show em Niterói com um dia de antecedência e com isso, já programado para fazer outras coisas, deixei de ir. Tive também a oportunidade de vê-lo no RJ, mas como tinha uma namorada empata-foda, preferi não gerar expectativas.

Ao ler no jornal que ele estaria apresentando suas músicas novamente em Niterói, decidi por sua vez ir. Mais uma vez, fiz contatos para pessoas que considerava de grande pertinência, mas, como sempre, acabo indo sozinho. Será que um dia consigo alguma companhia decente para aparecer em um show inteligente? Bem, deixa essa questão para depois.

Após as burocracias de compra de ingresso, o hot dog e a aquisição do material promocional, as cortinas do teatro se abrem ao som de “Longe Aqui”. Impossível não perceber o numero reduzido de pessoas no teatro, mas emendando “Mondo Muderno” e “Você não me conhece” mostrou seu profissionalismo, emoção e que não estava ligando nem um pouco para isso. Desfilando sucessos e mais sucessos, sua qualidade vocal me surpreendeu, mesmo com algumas falhas, fiquei admirado com a potencia de sua voz. Seguiram “Cotidiano de um casal feliz”, “A falta que a falta faz”, “Pode agradecer”, “Num Labirinto” e duas emocionantes versões de “Aquela musica” e “Nera”.

As “pedradas” também foram bem aceitas pelo publico: “Estrela de um céu nublado”, “Formidável Mundo cão” e “A idade se eu quiser” foram tocadas de forma estimulante, assim como “um pouco de paz” e a versão acapella de “o tal do amor”.

Sim, show perfeito. As falhas aconteceram, mas, não tiraram a qualidade do espetáculo.
No final do show, aquele bate-papo informal, mostrou o cantor totalmente satisfeito com seu trabalho, sendo impossível não elogiar-lo pela sua apresentação quase “teatral” e pela execução de “Breve conto de um velho babão”, que em minha humilde opinião foi a melhor musica da noite. Um abraço, vários sorrisos e algumas revelações sobre a gravação de seu primeiro DVD foram confessadas. Dia 20/11, Vivo Rio, se quiser boa música, apareça.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O Homem de Gelo.

Bem, é você quem escolhe...
Todos nessa vida, eu disse todos, irão sofrer, se machucar, perder noites e noites de sono por alguma coisa que acalmará seu coração. Basta você decidir se vale ou não a pena.
Já disse algumas vezes neste blog que defendo a idéia de que você é o único catalisador de suas atitudes. Neste caso, a decisão pelo choro ou pela solidão cabe exclusivamente a você.

Infelizmente tenho decidido mais pela solidão do que pelo choro. Não por opção, mas por seleção. Tenho estado seletivo demais. Parece que estou à procura de minha princesa que não existe, já que, com tantas pessoas “pseudo-interessantes” me rodeando, acabo por escolher ninguém. A verdade é que estou me curtindo um pouco: Conseguindo cada vez mais dar atenção aos meus amigos, tocando a Trauma para frente, vivendo uma vida mais desregrada, porém mais feliz.

Enfim, nestes momentos, depois de algumas cervejas e um dia perfeito, a vontade de compartilhar com alguém os meus feitos, minha capacidade de aquisição rápida de conhecimento, minha técnica vocal que vem se aprimorando, enfim, a falta de alguém para compartir é triste. A impossibilidade e o medo (porque não) me fazem repensar em todos os motivos que me fizeram chegar até aqui. Um verdadeiro homem de gelo...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Asas Fracas, o preço.

Não sei se tenho mais forças para carregar meu mundo nas costas,
mas o pior é que não posso esmoreçer.
Minhas asas estão fracas.
O vazio emocional atrapalha, e muito.
Só defeitos, nenhuma qualidade... será???
As coisas estão enroladas, e por isso sei que EU preciso de calma.
Calma para acertar, e voltar as boas.
Porque o ser humano é tão inconstante ?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Um texto de Domingo ... Na quarta !

Não sei o que tem me acontecido, mas estou voltando a enxergar as poesias em silencios... venho vivendo uma vida de efemeridade em doses cavalares de futilidade e mesmo assim, as palavras saem os versos rimam e tudo anda da forma mais perfeita possivel.

Já diziam que a arte é algo "eterno em uma epoca efemera" e o que será que sou então ?
No mesmo fio, vou seguindo... muitas coisas para falar, muitas ideias para executar, pouco dinheiro para que eu necessite me preocupar a toa.


Vou bem, e coloco essa foto do felipe massa por aqui só mesmo para lembrar de que somos brasileiros. Quanto tempo eu não me reunia com alguns amigos para ver a corrida ? Talvez, nem tenha feito isso em toda minha vida. Mas como eu, todos os brasileiros viveram aqueles 18 segundos de adrenalina como se fossem os ultimos.


A carne, as sms, a cerveja geladinha e o soninho pós final de semana me preparam para viver uma nova semana.Tentar ser melhor, e não perder o foco de meus objetivos... Ser guiado pela vontade e saber conciliar isso com as responsabilidades.


Enfim, ser melhor do que fui ontem.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Gravação do Single - TRAUMA

Sabe aquele domingo em que o sol demora a aparecer, e que a cama sempre te pede para ficar mais um pouquinho? Pois bem, este foi o diagnóstico dessa ultima manhã em que, após ver novamente o maravilhoso filme “Ensinando a Viver” com John Cusack, vestir uma roupa qualquer, me dirigi ao estúdio em que seria feita a gravação do primeiro single de minha banda.

Acabei chegando antes até do produtor, já que minha ansiedade não me deixava dormir ou pensar em outra coisa no final de semana. Inclusive, peço desculpas por todos os telefonemas e mensagens do sábado em que pela manhã, estava na faculdade e a noite, estava concentrado para este objetivo.

Depois dos ajustes, atrasos e mais ajustes, eis que se inicia a gravação. Os detalhes, praticamente todos, não foram esquecidos e nenhum erro (ou quase nenhum) foi deixado para trás.As brincadeiras tomaram conta da sala, porém meu semblante sisudo acabou despertando algo mais respeitoso por parte de meus companheiros de banda, que souberam executar suas partes com destreza e empolgação.

A ultima parte, quase que por ordem natural, era a minha. Começamos. Solicitei a todos que se retirassem já que estava com os nervos a flor da pele. Luzes apagadas, para facilitar a ambientação, e som na caixa. Os berros, premeditados, podem a inicio, parecer sem emoção, coisa que foi facilmente percebido pelo produtor que solicitou que eu refizesse minha parte, já que os vocais ficaram “insossos”.

Logo, toda a raiva contida naquelas frases, em conjunto com toda a catarse necessária por não poder reter alguns sentimentos, que transcendem o meu pensar. Nem mesmo os climas descontraídos e despojados de meus amigos e de meu produtor me acalmaram. Acabei emanando toda aquela raiva das palavras e assumindo o contexto daquela canção. No escuro entre o microfone que me acompanhava no aquário, vi uma imagem, como se fosse um filme, sobre o dia em que escrevi “o que não pude ver”.

Enfim, gravação feita, mais uma surpresa: O processo de mixagem e masterização nos foi dado de presente, já que agradamos o produtor com nosso som. A cada instrumento que colocava, ele olhava para mim e fala “legal hein”. Ao concluirmos a musica, na pré-mixagem, ele já dizia “muito boa essa musica”. A verdade é que atiramos no escuro em entregar nossas expectativas a uma pessoa que nunca tinha gravado um som mais extremo, e felizmente, não nos decepcionou. Deixei um cdzinho do DEEPER THAN THAT para que ele se familiarizasse com o som e captasse um pouco mais do que desejávamos.

Breve, estarei disponibilizando os links e iniciando a divulgação.
TRAUMA: Hardcore / Metal / Poesia.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Reclusão Espontânea

A semana foi complicada.
Dona Rose morreu.
Para os que não conheçem, a simpatissima Dona Rose era nada mais nada menos do que a pessoa que, em conjunto com o responsavel das clinicas em que fazia os trabalhos de autocad para a confecção das plantas dos estabelecimentos.
Minha relação com a Rose era um tanto quanto efemera, já que nos falamos somente por telefone e na sexta feira, quando ela sempre falava "vem buscar sua cervejinha" . Porém, falava com ela todos os dias. Pontualmente as 10:00 recebia uma ligação perguntando como estava o meu trabalho e me desejando um bom dia de trabalho. Mais uma vitima do abuso de nicotina. Com apenas cinquenta anos, o Destino resolveu mudar sua rota neste ultimo domingo, quando seu coração parou de forma fulminante, sem possibilidades de salvação.
Em meio a isso tudo, algumas expectativas frustradas, algumas lembranças do passado que me atordoaram em algum momento desta semana, me fazendo ver o vazio emotivo-sentimental em que me encontro.
Neste domingo, minha banda (TRAUMA) estará em estudio gravando nosso primeiro single "O que eu não pude ver" , e com isso, espero que as coisas aconteçam e que as oportunidades possam ser aproveitadas de uma forma justa, honesta e prazerosa. Porém preciso manter a calma.
Mesmo com a ansiedade que teima em me fazer pensar sobre isso durante as vinte quatro horas de meus dias, sinto que o momento chegou. O meu momento. A banda é boa, os rapazes animados e eu, cantando cada vez melhor, com possibilidades infinitas dentro de um mesmo estilo. Podendo colocar minhas poesias urbanas em minhas letras, assim como minhas experiencias na temática
EMO-VIOLENCE*.
Depois de uma quinta-feira "feroz", com todos os excessos possiveis de meu ser, colocados em prova durante o dia, encontro-me esgotado, necessitando descansar, nunca arrependido por viver de acordo com as minhas vontades e dominando meus próprios desejos. Mesmo que de alguma forma, eles me dominem.
Então, estou recluso a partir das 22:00 horas desta sexta-feira [horário final da faculdade] até a tarde de domingo, quando espero ter em mãos, um single poderosissimo, capaz de abrir as portas que há oito anos desejo que se abram.
Paz, Força e Sabedoria ...
*EMO-VIOLENCE: É composto por um som pesado, rasgado e misturado com melodias pegantes harmonicas , e as letras em sua maioria transpõe de emoções pessoais. Os vocais são pesados ou rasgados, dependendo da forma como é utilizada a tecnica gutural. Bandas que tocam Emo-Violence fazem uma classica batida de HardCore com vocais bem gritados e letras bem emotivas. São apenas subdivisões nas vertentes do Rock 'n Roll

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

"Encontros e Desencontros"

“Essas coisas que tornam importante qualquer acidente...”.

Nunca consegui planejar nada em minha vida. Sempre pensei, fiz contas, tentei por muitas vezes dominar o tempo que me acerca, mas infelizmente, nunca consegui. Sempre, e digo com franqueza, que até este presente momento nada do que planejei conseguiu um prosseguimento sem obstáculos. De coisas pequenas como ir ao cinema como coisas grandes como “o que eu estaria fazendo com 23 anos?”.

Devemos respeitar as amarras do destino e saber que o controle nunca estará em nossas mãos. Não temos o direito de brincar com o destino, manipulando-o e o tendo em nossas mãos. Quantas praias programadas não foram “molhadas” pela chuva que caia incessantemente logo no inicio de seu dia? E quantas vezes o seu dinheiro acabou antes do final do mês? E aquela pessoa com quem jurou amor eterno e um final feliz foi a maior decepção de sua vida?

Sim os acidentes existem, e não conseguiremos fugir disso. Alguns aproveitam estes acidentes para viver intensamente. Outros voltam ao inicio do norte para tentar se reprogramar, mesmo que saiba que nada é o foi no segundo anterior.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Minha vida, minha familia, meu querer...

Hoje gostaria de fazer um poema.
Dizer algumas palavras bonitas que pudessem interferir em sua vida.
Mas apenas consigo escrever algumas poucas palavras desconexas.
Em uma certeza quase que absoluta que você nunca lerá.
Mesmo o meu silencio fala quando estou pensando em você.
Coisas que nem meus pontos finais podem dizer por mim.
A cada dia que passa me sinto mais longe.
Porém a cada vez que te vejo me sinto menos só.
As atitudes não contabilizam os números de meu amor.
Rasguei a vida no peito.
Rasguei seus preceitos nos dentes.
A violência de minhas atitudes.
Foi tão grande quanto seu abraço ao retornar.
Minhas lagrimas de raiva.
Não chegam perto de suas lagrimas quando parti.
E muito mais de suas lagrimas ao voltar.
Completas mais um ano.
E mais uma parte de minha se vai.
Precisamos aproveitar.
Viver mais.
Brigar mais.
Sorrir mais.
Passar mais tempo juntos.
Esquecer que existimos um para o outro.
Mesmo que seja uma enorme farsa.
Nunca te esquecerei.
Como sei que nunca me esquecerás.
Minha inconseqüência me impossibilita de presentear-la
Mas essa minha tentativa de poema vai voar.
E transcender o que mais gostaria de mudar.
A melhor parte de mim.
Nada mais é aquela que você me aprova.
Pouquíssimas partes.
Mas muito amor.

Parabéns Mãe.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Do macaco a um quase homem...

Creio que já se passaram dois anos quando, em uma festa, ao sentir a vibração da caixa de som que estava perto de mim, tirava incessantemente o celular de meu bolso pensando que fosse alguma pessoa que desejava falar comigo, jóquei meu aparelho de telefone celular na primeira lixeira que encontrei ao final da festa citada. De lá para cá, ao namorar uma ex-colega da faculdade, adquiri outro. Este intervalo, de um ano e meio, me fez desacostumar dos celulares, dando graças a deus (ou seja, lá quem for), quando colocaram uma arma em minha face e me o tomaram tempos antes do carnaval deste ano.

A seguir, outro celular foi adquirido, este sendo perdido com a mesma rapidez da aquisição. Deste aparelho até a sexta-feira passada foram-se foram cinco meses de total paz. Claro que sempre ficava chateado ao escutar “Poxa queria te ligar ontem, mas esqueci que você não tinha celular” ou então comentários mais ásperos como “você tinha que ter nascido na época do meu pai”. Pois bem, o problema é que eu, um homem mezozóicamente novo, não possuo apego material por nada: Carros, roupas, tecnologias e tudo mais, salvam os aparelhos musicais que possuem importância semelhante a um relógio para um “homem normal”.

Com isso, quase comprei um celular ao viver meu “namoro interminável de três semanas” mas, não comprei por conta de preguiça e condições financeiras. Agora que estou bancando um cadista meia-boca para um cliente de meu patrão, tem sobrado algumas notas de bons valores em meu bolso, pensei no que fazer com o dinheiro. A quantia: R$ 50,00. Planos: nenhum.

Pensei em sair, tomar umas cervejas, quem sabe conhecer alguém e... O dinheiro não daria. Pensei em jogar todas as roupas do meu armário fora, ir a uma loja e... Também não daria. Logo, pensei em passar um final de semana em... Muito pouco. Resistência à parte, poderia muito bem ficar com o dinheiro no bolso, gastando gradativamente como sempre faço, mas não queria este dinheiro comigo, algo estranho, como se não quisesse ser reconhecido por aquele trabalho que estava fazendo, cheio de falhas e imperfeições e, tirando a vaga de uma pessoa mais capacitada. Na ultima quinta feira, ao não conseguir contatar um amigo, para saber se ele estaria comigo no show do Curumin, decidi vencer a resistência e comprar um celular.

Modelo adquirido o incomodo de ter um “quadrado em meu bolso” é quase que uma Constancia. Estranho porque não o pego para nada, às vezes, para ver as horas. Estranho ficar igual aos “teens” ajeitando agenda, hora, planos de fundo “da moda” e outras futilidades de um celular normal. Ele é bem simples, não tem nada destas modernidades, parece muito mais um celular de um idoso do que um celular de uma pessoa de 23 anos, mas, creio que já é um começo. Quem sabe um carro depois?

Pensando melhor, creio que celular já é um grande passo...


quinta-feira, 23 de outubro de 2008

JAPAN POP SHOW

[Por conta da Correria Louca que a minha vida está, posto este texto com uma semana de atraso]
Quinta feira, dia 16/10, MOLA 2008, Circo Voador.
O dia já começa ao som de Curumin, artista que, desde 2005 espero por uma apresentação ao vivo. Sim, teve uma apresentação na festa Phunk deste ano, mas eu, estava sendo enganado um pouco no show do Zeca Baleiro. Mas ao ver a noticia não hesitei: Estaria naquele show de qualquer jeito.

Mesmo com o calor insuportável, com a falta de grana, e com a possibilidade de me frustrar já que tinha escutado por algumas pessoas que o show do Curumin não era dos melhores, fui. O trabalho foi bem, obrigado. Enrolei o máximo que eu podia enrolar para que não me cansasse muito, mas esqueci que mesmo parado, me canso.

Ao sair do trabalho, comprei uma janta (leia dois salgados borrachudos), entrei no ônibus e, após comer o meu “jantar”, religiosamente retomei ao meu ato sonolento que sempre incorpora ao fazer grandes percursos de ônibus. Quando acordei, vi que estava em um engarrafamento na ponte. Eles sempre me perseguem. Para completar, eis que senta uma pessoa ao meu lado e começa a conversar, desrespeitando meus fones de ouvido e me “cutucando” esperando uma resposta. Ao olhar para o lado, vi que não era um desconhecido total, mas um rapaz que havia assistido um show de uma antiga banda minha. Engraçado que antes ninguém falava dela, e agora que acabou, todos falam. Isso é que é reconhecimento do trabalho.

Ao chegar, uma preocupação: Onde estaria meu amigo, com quem havia marcado. Indícios me mostravam que ele não estaria lá, mas fielmente, no horário esperei. Ao ver que se aproximava do horário da entrada e a falta de telefones públicos decentes no Rio de Janeiro, considerando o tamanho da casa de espetáculos, entrei para não perder a cortesia que valia até as 20:00. Ao entrar, junto comigo adentrou o tédio. Sim, o evento não é dos melhores, nada contra as obras, mas é que elas parecem “inteligentes demais” para minha humilde percepção. Tinha a “caixa preta”, uma lona negra em que passavam curtas dentro dela.

Já dentro da casa, tomei a primeira facada: Cerveja R$4,00. Estranho que, por se tratar de um evento cultural, sem fins lucrativos e com a entrada liberada até uma certa hora, as bebidas continuavam no mesmo preço da tabela da casa. Vai entender. Encontrei alguns desconhecidos íntimos e alguns conhecidos que fiz questão de “desconhecer” momentaneamente. Logo, o tédio tomava conta de mim: Sentava, levantava, andava, bebia, mas sozinho o tempo demora um pouco mais a passar. Havia conhecidos, sim, porém a plasticidade e efemeridade me fizeram me retirar da presença deles para que eu pudesse aguardar com um pouco mais de calma e intelectualidade o show esperado. Me Ferrei.

Ao começar um set de sambalanço, a pista encheu e eu, como estava lá dentro, fiquei no meio. Um pouco tímido, só mexendo os ombros, porém logo, dançando como se estivesse em um concurso da pequena missa sunshine.

As bandas tocando, eu conferindo e logo... O sono apareceu para a festa também. O resquício de um dia completo de trabalho foi se acomodando, uma vez que sou uma pessoa completamente diária, e não um noturno qualquer como era há três anos. Acabei entrando na caixa preta para puxar um soninho, e assim foi até que uma apresentação de Rap teve inicio dentro do recinto. Acordei meio tonto, mas havia descansado o suficiente para retornar ao convívio social. Após o show uma orquestra inusitada de reggae/ska/dub, sobe o artista em questão e começa a ajeitar sua própria bateria. Humildade de poucos artistas com o reconhecimento que este possui.

O povo brasileiro é uma desgraça mesmo, e minha misantropia atingiu nível máximo quando a maioria dos presentes se retiraram sem sequer escutar uma musica do artista que estava como atração principal. Pois bem, instrumentos ajeitados, “Mal estar Card” inicia os trabalhos, sendo possível notar somente eu, e mais duas garotas, dançando e cantando a música. Sobre o show, creio que todos os elogios ainda seriam poucos para denominar tamanho talento, porém, a forma despretensiosa e informal de se apresentar ao publico que me chamou atenção: Os andamentos eram mais lentos, as letras ora trocadas, ora intercaladas com canções desconhecidas, enfim, um show de emoção e verdade na apresentação deste paulista/japonês.

No final do show, era chegada a hora de “tietar”. Até me estranhei porque geralmente não costumo esperar, mesmo que o artista seja de meu agrado, mas, esperei. Logo ele viu algumas pessoas esperando e simplesmente parou de fazer o que estava fazendo e começou a conversar com o pessoal. Ao final de tudo, estava eu, ele e seu produtor com uma câmera registrando nossa conversa me mais de 40 minutos sobre a cena, criatividade musical, o “samba estranho” como é denominado o som em questão e logo os autógrafos, fotos e a promessa de que em janeiro estaríamos juntos em sua próxima vinda no Rio de Janeiro.

Os três ônibus necessários para voltar, a chuva que molhava metade do mundo, o “cachorro frio” que causou uma azia tremenda, o sono, o olho inchando por algum motivo desconhecido, e a certeza de que eu seria “produção nota zero” no trabalho seguinte não conseguiram tirar minha alegria de ler no encarte do JAPANPOPSHOW os dizeres: “Guilherme, Blessssss... CURUMIN”
Enfim, saldo positivo em mais uma noite em que teria tudo para dar errado, mas para a infelicidade de muitos, o pouco que sobrou, me bastou... E muito.