quarta-feira, 30 de julho de 2008

A Van, a carona, o Muse, e a cara feia.

Eu sinceramente sempre fiz uma certa cara feia quando o assunto era o transporte coletivo alternativo. Nunca me adeqüei ao total despreparo dos “motoristas”, as péssimas condições de estadia quanto à viagem é feita e a falta de respeito com os profissionais da área de transportes coletivos.

Sim, para trocar dinheiro é uma maravilha. Às vezes quando pego notas em valores muitos altos, ou quando estão muito velhas, entro em uma van dessas e abro o maior sorriso do mundo. Nos momentos de pressa também, uma vez que todos os motoristas destes transportes parecem ter saído do hospício naquele dia.

Antes que comecem a falar: “Mas Guilherme, eu encontrei você em uma van” eu já me coloco o assunto deste post em questão: A degradação do sistema de transporte coletivo, pelo menos na selva onde moro, essa degradação tem sido visível aos olhos de todas as pessoas que me cercam. Sexta feira passada, ao sair do trabalho, fui ao Parque do Flamengo, onde se situa uma casa de shows, para adquirir um ingresso para a apresentação das bandas NX Zero e Fresno, no próximo domingo. Todos sabem de minha preferência pelos ônibus, mesmo tendo quase ficado sem minha perna esquerda após um atropelamento por um “bicho” desses. Mas, na vontade imensa de retornar a minha casa, vi a plaquinha em uma van apontando o local onde desejava chegar, e entrei. Não antes sem olhar para o horizonte e não ver nem cheiro do ônibus que faz o caminho São Gonçalo-Passeio.

Entrei. Logo não precisei estar com o dinheiro em mãos para passar nenhuma roleta. Escolhi um lugar vazio e me aconcheguei. Tenho o costume de dormir quando ando em coletivos, visto que durmo muito pouco e o sono me ajuda a passar o tempo enfadonho que é percorrer os kilometros necessário, e dessa vez não foi diferente. Dormi, logo, quando estava atravessando a ponte, reparei que estava fazendo frio dentro da van: Ar-Condicionado. Logo, puxei minha “touca mágica” a fim de cobrir as orelhas e disfarçar aquele cabelo de quem havia acordado no susto, mesmo sabendo que precisava descer no ponto final da condução. Próximo ao ponto final, escuto uma voz:
- “Vai descer aonde toquinha?”.
Assim respondi:
- Ponto Final.
Fui surpreendido com:
-
Vou fazer o retorno lá no parque do flamengo para buscar uma molecada que foi comprar ingresso pro “XX Zero”.
Logo respondi:
- Deixa-me lá próximo ao Vivo Rio então, é até melhor para mim.

Assim, fiquei na porta da Casa se shows, pagando apenas os R$5,00 reais necessários, que, em outra situação, me fariam andar cerca de 10 minutos a mais do que andei. Preguiça? Não sei, só sei que por conta dessa carona ainda consegui ver dois integrantes da Banda “MUSE” que se apresentará na casa no hoje. É óbvio que só consegui falar “Muse?”, sendo surpreendido com um sorriso e um aperto de mão, antes que um dos brutamontes que estavam, fazendo segurança para eles soltasse um pomposo: “get out boy”.
Eles estacam lá para ver o show dos “The Beats...” mas eu sinceramente, nunca gostei de Brit Rock Mesmo (bullshit).

Ingresso comprado, visão sobre os transportes coletivos alternativos recém reformulada, decidi voltar de ônibus. Mesmo com a segurança de um motorista experiente, de uma catraca, e todas as outras qualidades do transporte formal, não parei de pensar que, apesar de todos os defeitos que encontramos em tudo, sempre, se olharmos de outro ângulo, veremos qualidades e novas visões serão restabelecidas em sua mente.
Continuo não gostando de vans, kombis e etc, mas, não faço cara feia mais...

Agora a volta de ônibus é outros problema que eu falo depois...


segunda-feira, 28 de julho de 2008

Domingo no Cinema

Depois de algumas tentativas, e o meu nível de humor e paciência ter baixado quase a zero, decidi ir ao cinema sozinho. Voltar a fazer o que sempre fiz é um tanto quanto diferente, mas normal para mim. O filme escolhido, Batman – O Cavaleiro das Trevas.

Após a compra do ingresso, me dirigi para conseguir algo para comer dentro do cinema. Ainda não consegui largar os velhos hábitos, e, mesmo de dieta, uma barra de chocolate cookie e uma rufles gigante foram as melhores companhias em um domingo frio.
Chegando a sala, deparei-me com o cinema quase vazio, possivelmente por haver outra cópia dublada do mesmo filme passando neste mesmo horário. Ainda bem, já que casaizinhos de namorados, crianças faladeiras, e os populares adolescentes não teriam chance de levar a zero o meu nível de humor.

Logo, ao meu lado, sentou uma família de gordinhos. O que me fez criar mais entusiasmo para abrir minhas guloseimas (rs). O filme em si é um espetáculo de ação, aventura e computação gráfica, que me fez pular algumas vezes de tanta realidade em algumas cenas.

Poderia começar aqui um debate sobre um dos temas centrais do filme: A personalidade do ser humano, totalmente corruptível, mas, ao invés de tratar disso gostaria de levantar outro aspecto que me deixou pensativo. Vendo este filme, e o Hancock, que também tive o prazer de assistir sozinho, há duas semanas, vejo que os filmes estão cada vez mais apocalípticos.

Sim, a destruição das cidades tem sido algo constante nos filmes de ação atuais. É claro que isso sempre aconteceu, mas da forma que está, beira o Armagedon. No Batman, o Coringa (belíssima atuação de Ledger, deixará saudades) explode tudo o que vê pela frente: Hospitais, mansões, vias publicas, entre outras coisas. E o senhor “Cavaleiro das trevas” não fica para trás, Explodindo entre outras coisas, um caminhão em via publica.


Imaginemos o Hancock, O Coringa, e o Batman na mesma cidade, acho que o filme teria que acabar antes das 02h30min min previstos para exibições deste porte, já que não haveria mais cenário. Não sei o que acontece na cabeça destes diretores, mas parece que hoje em dia a necessidade de “explodir alguma coisa” vem se tornando cada vez mais costumeira na cabeça deles.

Sempre me perguntavam, naquelas “investidas” com o sexo oposto: Qual é o seu estilo de filme preferido? Quando eu abria a boca e falava: “Gosto muito de Dramas.” Aquela feição de “Meu Deus, ele é bicha” era a primeira impressão notável no rosto de quase todas as meninas. Mas agora eu lhe pergunto: É melhor ver algo que lhe faça pensar ou até mesmo indagar a existência de situações quase que reais, ou, ficar vendo, por 02h30min min, os personagens principais explodindo as coisas, como se nunca tivessem se curado do trauma de 11/09... Americanos...

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Hipocrisia de Um Hipócrita

Novamente incompreendido.
Vivendo em um mundo em que as respostas são as bases para um prosseguimento. Parece que todos estão com preguiça de pensar, com preguiça de saber o que é melhor para si, ou até mesmo, o que é necessário para viver em paz.Deixando as pessoas com mais "luz" decidir por alguma coisa, ou por um problema que, na teoria, somente você poderia resolver.
O que é isso minha gente?
Isso se chama hipocrisia.
Só que, até quando vocês se esconderão atrás de uma religião, ou atrás de alguém que vocês consideram "a certeza em pessoa”?
Até quando?
Até quando perceberem que não são nada. Nada mais, além de robôs, domesticados em rédeas curtas, a fazer tudo o que algum ser mais forte, ou mais "inteligente" lhe solicita.
QUEBRE AS CORRENTES.
Sinta dor, ela não é para sempre.
Sinta Medo, todos sentem.
Tenha dúvidas, isso induz a racionalidade.
Não fique sentado, com um prato de comida em mãos, esperando o comercial da novela, para colocar mais feijão em seu prato.
Brigue pela sua vida.
Tome de volta todo o tempo que lhe foi perdido por imposição de normas e doutrinas.
Não super valorize tanto o trabalho, tenha tempo para seus filhos, amigos, paqueras, ou até mesmo tenha um tempo para o ócio.
Compareça em festas de seus amigos, beba cerveja nos finais de semana, vá a espectáculos. Ligue para sua mãe no final de semana, ou então para o seu pai, tanto faz.
Desligue essa porra de computador.
Saia do MSN e vá para a rua conhecer pessoas pessoalmente e fisicamente.
Cancele o Orkut.
Exclua o Photoshop de seu computador.
Deixe de ler essa merda de blog, de um escritor atormentado e indignado pelas normas da sociedade, pelo comodismo humano, mas, em constante servidão voluntária.
Acho que sou mais inteligente que essas palavras, mas quem vai saber:
Apenas escrevo-as.
Coloco umas frases medíocres em meu orkut...
E só converso bobagem em meu MSN.
Não repitam o mesmo erro que eu.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Whisky Sem gelo

Novamente me sujei de tinta vermelha,
Sim, me sujei nos olhos.
Tinta vermelha nos olhos,
Que maneira mais besta de falar que estou sentindo ódio.
Quando ela tentou ser, eu não vi.
Sempre tão distraido, deixei passar.
Mas acho que foi melhor.
Preferi comprar três blusas, em vez de um telefone sem fio.
Frutos do Capitalismo que tanto odeio.
Sim, conseguiu me irritar, mas não posso perder a calma.
E tenha certeza que eu não perde-la.
Um whisky por favor.
Sem gelo, porque quem bebe whisky com gelo,
Não sabe apreciar o fervor do alcool garganta abaixo.
É melhor beber agua então.
É melhor morrer.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Rouquidão, Eletrônicos, Cuecas, Respostas e o Queijo.

Venho reparando uma rouquidão estranha em minha voz. Sim, o excesso de palavras que saem de minha boca por minuto são relativamente altas. Creio que as noites sem dormir também estão influenciando algo nesse quadro. Muito estranho: Há pouco menos de dez minutos antes de chegar ao meu trabalho, encontrei um amigo em no ônibus. Conversando com ele, sobre as nossas vidas, como estamos atualmente, ele, se vira e fala: “po ahe, ta um vozeirão roucão hein, maneiro”.
Como assim? Preciso de minha voz para cantar, expor e falar, uma vez que decidi pelo magistério como função principal de minha vida.
Mas bem, o que posso fazer senão, me cuidar.

Na ultima sexta feira, novamente um eletrônico meu deu defeito. Fui aonde o adquiri e solicitei a devolução em espécie do valor de compra. Com dinheiro no bolso, pensei: “O que fazer”, pois bem, compre algumas camisas, uma touca para esconder meu cabelo que já começa a dar sinais de rebeldia, um pacote de balas, e algumas cuecas. Ainda não vesti as camisas, mas as cuecas, elas sim estão apertadíssimas. Mas acho que valeu a pena, comprar umas roupas novas estava precisando.

Porque todo ser humano necessita de uma resposta? Vejo em algumas situações em que vivo atualmente em que, a resposta é a prioridade para as pessoas. De que adianta eu dar uma resposta que pode ferir uma pessoa, e ela, agir com raiva, e logo após se arrepender do que fez? Não, eu não tenho respostas para todas as perguntas que me fazem, e sinceramente, não faço questão em “quebrar a cabeça” para encontrá-las. Venho pedido sempre para as pessoas tirarem suas próprias conclusões, encontrar suas próprias respostas e seguir em frente, de acordo com o que ELAS acreditam. Sou uma pessoa difícil, um tanto quanto complicado do se entender, então, para que elas querem minhas respostas? É muito melhor ter as suas próprias respostas e seguir de acordo com isso. Mas vivo um momento que não tenho respostas para quase nada que me perguntam. E não tenho vergonha de falar isso.

Um dia desses li um pensamento ridículo e vulgar sobre o queijo, metaforizando isso com as pessoas. É engraçado como a vulgaridade está tomando conta dos outros. Pensamento vulgar mesmo, coisa de alguém que está apenas vivendo seus dias, contando as horas para que algo de bom aconteça, mas infelizmente não irá acontecer... A não ser que se acredite em que as felicidades instantâneas tenham alguma importância (bullshit)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Escutando Tim Maia.

Sono.
Sono.
Sono.
Bom reencontrar os amigos que sobraram.
Bom beber um pouco mais que o necessário.
Bom Rolézinho de sabado, a banquinha, as cervejas.
Bom pegar a condução errada.
Bom ver a corrida virado,e não saber quem ganhou.
Bom não dormir porra nenhuma.
Bom fazer surpresas.
Bom comer pizza no Domingo.
Mais ou menos dois dias sem dormir, ingerindo alcool,
comendo besteira, e falando merda.
Preciso Dormir.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

I AGAINST I

• Cortar o cabelo
Ele está gigante.
• Fazer a barba.
Estou parecendo um retirante.
• Comprar roupas novas.
Pareço um mendigo.
• Trocar os óculos.
Estes estão “fora de moda”.
• Sorrir mais.
Dizem que já pareço estar morto.
• Me preocupar menos.
Acho que os meus cabelos caem por isso.
• Fazer amigos.
Já que a maioria dos antigos sumiram.
• Beber menos.
Só para não gastar tanto dinheiro.
• Dormir.
Parece que faço parte da Família Addams.
• Sair mais.
Para pegar um bronze, mesmo que a noite.
• Estudar.
Só pareço um mendigo, não quero ser um.
• Trabalhar.
Fazer o que né ?
Visitar os amigos que sobraram.
É bom, pois senão eles somem também.
• Visitar os familiares.
Acho que posso fazer isso.
Fazer uma viagem longa.
Quem sabe no ano que vem.
• Cancelar o Orkut.
Gostaria de ter coragem.
Não responder os e-mails.
Mais coragem.
• Deixar de odiar telefones.
Difícil hein.
• Comprar um celular.
Só se for pelos joguinhos.
• Assistir mais televisão.
Só falta me mandar dar a bunda....
• Baixando o Nível né ?
Até parece que você não me conhece.
• Viver.
Até que enfim... concordo.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Queda Livre

Escolhi viver Assim.
Mesmo que reclame, não posso reclamar.
Tenho que viver, mesmo não querendo.
Colher os frutos do que não plantei.
Atirar-me em um abismo.
Pelo simples prazer de cair.
Novamente, estou em queda livre.
Que sensação maravilhosa!
De estar caindo enquanto todos os outros estão estáveis.
Começo a desconfiar de que não posso viver sem isso.
Serás minha endorfina?
Ou minha cocaína?
Já não me controlo mais.
Já não me sufoco mais.
Caindo, prometo não ser tão paranóico.
Até porque, tenho outras coisas a me preocupar.
Reaprender a voar.
Reaprender a viver.
Reaprender a ousar.
Sei que será complicado até mesmo de andar.
Asas fracas.
Vida fácil.
Mãe águia.
Mais um café, por favor.
De nada.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Insônia

Preciso dormir.
Acredito estar dormindo, quando não estou.
Só fecho os olhos para piscar.
Ou quando os espasmos de memória me fazem de besta.
Se adiantasse só desligar a televisão.
Ou então deixar de tomar café.
Creio que tudo seria mais fácil.
Tomar amoxilina ajuda a relaxar.
Mas, às vezes não tem aqui em casa.
Ou não tenho dinheiro pra comprar.
Meus dias são cinzas demais.
Reflexo de minhas olheiras.
Uso sempre a mesma roupa de quando vou deitar.
Não tomo banho de manhã.
Não se suja estando deitado.
Acho que peguei no sono.
Ledo engano.
Um pouco de café.
Na esperança de fazer o efeito contrário.
Outro engano.
Escuto musica.
Só que não consigo prestar atenção.
Meu raciocínio está lento.
Meu ouvido está zumbido.
Vou até a janela.
O dia está amanhecendo.
Um gole de café fresco.
Água na cara.
Dentes escovados.
Mp3 player no ponto.
O sono chegou.
Mas não posso dormir.
Fica apenas a esperança.
Dele não se perder no caminho.
Casa-trabalho.
Trabalho-casa.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Nostalgia Cotidiana

Pensei em chegar, pegar minhas coisas e ir embora.
Mas não foi assim.
Queria explicações de algo que não sabia explicar.
Me faltaram palavras.
Me sobraram expressões.
Beijo alguém especial.
Beijo demorado, de alguém que não vai voltar mais.
Passo pelo mesmo corredor.
Onde as carícias eram prioridade.
O silêncio agora é parte presente disso tudo.
Aperto o botão do elevador.
Sou questionado mais uma vez.
Falo três palavras.
Que sempre falei.
Um beijo.
Um abraço.
Uma promessa.
E vou embora.
Tenho problemas demais.
E se não podes me amar
Não pode ser a resolução para eles.
Ponto final.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Decida Você...

Esquizofrenia
Psoriase
Agorafobia
Síndrome do Pânico
Transtorno de personalidade Esquizotipica
Transtorno de personalidade Esquizotópica
Transtorno Obsessivo-Compulsivo
Dependente de Amoxilina
Dependende de Cafeína ...