sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Falando de Musica...

Música é quase tudo em minha vida. Alguns pensadores tinham como premissa que, o homem completo possui testosterona a flor da pele, facilidade em esconder os seus medos e um vicio. Então, creio que sou um homem completo.

A musica corre em minhas veias. De forma excessiva e rotineira, basicamente todos os dias, salvo aqueles que acordo atrasado, ligo a televisão para saber sobre as noticias, transito e tudo mais, porém, junto com a TV, uma música sempre é escutada. O que considero mais legal é a diversidade de coisas que escuto: Rock, Metal, Hardcore, MPB, Bossa, Pop, Samba, Instrumental, Forró, Ska, Reggae etc... Não existe limite ou rótulo, basta agradar meu ouvido.

Nas rodas de conversa (coisa rara) chego a espantar comigo mesmo, como certa vez em que estava defendendo ferozmente o Suicidal tendencies, quando, ao olhar para a televisão do bar, que passava o show do Alexandre Pires, não perdendo tempo soltei a “pérola”: Cara, Suicidal é foda, mas esse dvd novo do Alexandre Pires tá muito foda. Silêncio na mesa. Logo, sai de lá, e fui adivinha para onde? Sim, para frente da televisão observar com mais atenção a performance do Ex-SPC, com uma banda linda, tocando com perfeição todas as notas.

É um pouco complicado falar sobre musica comigo. Admito que sou um chato nesse quesito, e às vezes, me acho um porre. Fico indicando bandas e artistas a toda hora para todas as pessoas, gravando cds para os outros, e depois ligando e mandando mails cobrando um “review” sobre a audição da obra difundida. Tenho um amigo que adora esse meu lado “chato”, por isso, sempre que posso, gravo um cdzinho com as novidades, e coisas interessantes, pois tenho certeza de que, ele, com certeza, escutará e voltará a retornar me contando suas concepções.

Antigamente, gastava quase 70% de meu salário, mesmo quando morava sozinho, para adquirir os novos lançamentos. Com a “praga santa” do download, a coisa ficou séria. Já cheguei há quase 3.000 álbuns completos. Alguns, confesso, sequer escutei. Às vezes me lembro do nome da banda/artista, verifico na internet, se possuir algum link, o download é certo. Não consigo ser daqueles que baixa só o “sucesso” do momento. Baixo logo a porra toda: Discografia, B-sides, Lives, Áudios extraídos de Dvds e qualquer outra coisa que esteja disponível sobre o artista em questão.

Difícil não tratar isso como meu vicio. Sim, sou viciado em musica. Chorei quando me assaltaram e, levaram meu discman com Mp3, que ainda, não consegui adquirir um novo. Choro toda vez que um Mp3 player quebra em minhas mãos (acho que já quebrei uns quatro). Quantas baladas e compromissos sociais foram adiados, ou até mesmo cancelados, a fim de poder ter mais tempo para escutar os meus monstrinhos. Faltaria-me números se fossem contar quantas noites já fiquei acordado por conta da música.

Quem me conhece um pouco mais, já deve estar acostumado de me ouvir falar: “como já dizia aquela música...” Será que alguém ainda me agüenta. Às vezes, tento disfarçar, falando de futebol, consciência social e outros assuntos, mas os meus olhos brilham quando o assunto se refere a essa “endorfina”... Agora porque estou falando isso tudo:
Sei lá.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Decisões

Decisões. Porque elas sempre apareçem em nossa vida ?
Começo a decidir logo pela manhã, pela roupa que passarei o resto do dia.
Depois, se irei de ônibus, de van, a pé ou de qualquer outra forma de chegar ao trabalho. Uns momentos de inércia e logo mais uma decisão me é solicitada: O que comer no almoço? Sim, eu decido demais, e quando paro para pensar nisso, lá estou eu decidindo mais uma vez que ônibus devo pegar para sair do trabalho, para onde eu irei, o que eu vou fazer, se preciso de um banho... muita coisa.

Então, já temos que decidir isso tudo e mais algumas coisas, porque somos crucificados por algumas decisões que tomamos em outros âmbitos de nossa vida. Certa vez escutei uma amiga dizer para alguém que não me recordo: “Decidi errado, mas eu precisava decidir”
Tomei aquela frase para mim, já que a cada nova decisão fora de meu “micho” é olhada de uma forma cada vez mais torta. Sim, eu sou forçado a tomar decisões, ou acha que eu gostaria de magoar e me magoar, ou gostaria de fazer as pessoas sentirem raiva de mim ou ficarem felizes por minhas decisões ?

Não sei, sinceramente, como existem profissões que lidam com decisões. Para mim é tudo tão difícil, mas, para alguns, é tudo encarado com a maior naturalidade. Eu não sirvo para tomar decisões, porque a maioria delas me machucam. Algumas de minhas decisões me fazem suar frio, enquanto outras pessoas vivem como se isso fosse mais tranqüilo do que escovar os dentes por exemplo.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Right, so Back to School ... Run...

“Right, so Back to School ... Run”:
Sim, Chino Moreno do precioso Deftones já cantou sobre isso, mas, ao voltar para faculdade, vejo como ele é mentiroso. O sarcasmo é proposital, a fim de disfarçar o cansaço proveniente da falta de ritmo para estudar e trabalhar ao mesmo tempo.

Nessa semana, tive apenas três dias de aula, e ao final deles me encontrei em pedaços, necessitando de um descanso longo para poder curtir assim o meu aniversário, neste ultimo sábado. Fico até com medo quando penso que esta semana já começa com a certificação de que todas as aulas serão ministradas e todos os professores aparecerão.

Piorando a situação, ainda fui selecionado para um exame louco de nivelamento de ensino na faculdade. Algo como o “troféu abacaxi para o homem-abacaxi”, por ele ter em sua vida outras prioridade e fazer-lo andar no caminho acadêmico de uma forma sincera e menos arrogante. É, eu sou arrogante mesmo. Tenho essa mania de olhar para os outros por cima de meus óculos, com aquele olhar de negação. Como se EU fosse o dono da verdade. E não sou?

Já travei contatos com a turma nova, o que me mostra ser muito mais sociável do que quando entrei na universidade. Na ultima vez que me deparei com uma turma nova, demorei cerca de duas semanas para travar o primeiro contato com a turma. Mas dessa vez já cheguei fazendo piadas e dando sorrisos. Talvez dessa vez eu queira esconder alguma coisa... Será?

Não sei, no momento, o que mais me importa é a preparação do corpo e da alma para a maratona de aprendizado. Voltando a adquirir conhecimento, me sinto mais forte, mesmo estando mais “gordo” intelectualmente falando. Vida longa aos cafés, as noites sem sono, as longas dissertações, as cervejinhas da sexta-feira e tudo mais que a vida acadêmica possa oferecer.

“Right, so Back to School ... Run”:

sábado, 23 de agosto de 2008

23/08/1985 • 23/08/2008 ...

Vinte três de agosto de mil novecentos de oitenta e cinco.
Uma vida de muita dor, decepções, incertezas, frustrações e tristeza se têm inicio.
Mas teve inicio também, uma vida de sorrisos, beijos, piadas, danças e caras estranhas, caretas e felicidade inconstante também se iniciava.
Tudo no mesmo ser?
Sim, por mais impossível que se possa parecer, a junção destes sentimentos forma o caráter e a personalidade do que sou hoje. Sem retaliações ou até mesmo sem mentiras, uma vida sincera, sendo isso uma qualidade inigualável, como um defeito mortal.

Vivendo os paradoxos de nossa existência, colocando em parâmetros racionais os questionamentos de uma mente pensante, mas também, sentindo na pele a frieza e a maldade da vida em si, vivendo até a ultima gota a maldição de habitar neste planeta. Será que a vida que é paradoxal ou eu sou um paradoxo ambulante?

Perguntas, preguntas, questions... Vivo pensando, racionalizando e querendo achar respostas, mesmo que a maior delas seja a constatação de que não existe resposta para a maioria das perguntas que me faço.

Ontem eu era aquela criança vestida de abacaxi, faceira, sem preocupações sem maiores problemas, aonde apenas o meu sorriso era o bastante para iluminar a vida de Dona Maria Lúcia e Srº João Barbosa.

Hoje, sou apenas um reflexo de uma vida desregrada e inconseqüente. Durmo menos de quatro horas por noite, uso óculos com armações mais grossas para disfarçar as olheiras. O principio de calvície me preocupa, assim como minha condição social, que, mesmo que internamente, possuo uma aspiração de estar lá em cima.

Vinte três de agosto de mil novecentos de oitenta e cinco.
Vinte três de agosto de dois mil e oito.

Mais um ciclo que se fecha.
Saldo de um ciclo: Como sempre, algumas coisas boas, outras ruins, algum tempo perdido outros momentos recuperados. Apaixonando, desapaixonando, ora fazendo feliz, ora decepcionando... Vai ser sempre assim.

Será que ano que vem já estarei acostumado com isso tudo?


quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Assim seria... (by Jozz)

Pela manhã, quando acordo, preciso de um café para animar.
Se você estivesse dormindo aqui esta noite, vê-la linda ao meu lado já bastaria.

Então, preparo algo para comer pensando no meu dia,
Se preparasse algo para nós comermos, seria em você que eu pensaria.

No trabalho, ocupo-me de coisas importantes para no futuro realizar maus sonhos.
Mas juntos, faríamos nossos planos, pois para mim, só você importaria.

Almoço com os amigos e fico a ouvir o que eles têm a dizer.
Queria mesmo te ligar, ouvir tua voz, e imagina-la com olhos cheios de alegria.

Passo a tarde com pessoas estranhas a mim, esperando que o próximo telefonema seja seu.
Entre as bobagens que sairiam de nossas bocas, a palavra “saudade” escaparia.

No fim das tardes um vazio me toma o peito. Então eu saio por ai e vez em quando alugo um filme ao acaso.

Visualizo-me indo te buscar em casa, e perguntando qual filme você gostaria de assistir.

Quando o filme acabasse, eu te olharia, diria que te amava e lhe dava um beijo.
Mas quando ele acabou, eu apenas me levantei, e lavei as louças do dia que passou.

À noite a cidade esfria.
Tomei um banho, li alguma coisa, e deitei, me perguntando se um dia iria te conhecer.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Se a moda agora é pedir...

Ao meu redor, pobres. Eu também faço parte desta classe sócio-ficanceira que aprende, desde cedo a ouvir e ficar calado, a ver e não abrir a boca. Aprendemos a sorrir sem vontade, para não demonstrar insatisfação com as migalhas que nossos opressores jogam em nosso campo de batalha denominado rua. Sim, podemos modificar o nome para campo de batalha, uma vez que tudo está tão perigoso. A maldade toma conta de todos, sejam eles necessitados ou não, e não vemos o limbo que estamos nos transformando. Não por opção, mas sim por introjeção.

Aprendemos desde cedo que lugar de pobre é lá embaixo. Fazemos malabarismos com nossos míseros R$400,00 e poucos que ganhamos, para que dure até o fim do mês. Se alguém ficar doente então...

Já me acostumei com os mendigos, putas e doentes que conseguem o impossível: Fixar-se em uma camada abaixo da linha de pobreza. Qual seria essa camada? Fudidos? Miseráveis? Não sei.
Ficava chateado com algumas pessoas na rua, que, sem nenhum defeito aparente, situação frustrante, aparecia em minha frente me pedindo um trocado a fim de juntar no final do dia e... Será que eles realmente utilizam aquelas moedas para algo que preste?

Almoço há mais de um ano na mesma pensão, e de vez em quando, os pedintes aparecem. Sempre maltrapios e muito sujos, pedem um almoço. Em nossa educação (existe isso?) aprendemos a não ajudar mendigo, por isso ninguém ajuda. Eu, por comer na conta do patrão todo dia, não posso trocar de pensão e nem mesmo ajudar ninguém. Um dia desses, apareceu um rapaz, sujo como todo pedinte deve ser. Aproximou de nossa mesa e como sempre, pediu um almoço. Antes mesmo de dizer aquele “não normal”, ele já se virou e foi pedir em outra mesa, como se, já soubesse o que lhe esperava. Uma boa alma (ainda existe) lhe pagou um “rango”.

Eu, que estava duelando com meu filé de frango, consegui ficar até um pouco antes dele sair. Rodando pela rua, decidi parar em uma destas lojas que vendem de tudo, a fim de ver um novo aparelho de mp3 para eu quebrar. Só que, ao ver a placa de “filmes clássicos em promoção” decidi dar uma averiguada se possuía algum titulo que me agradava. Em tempo, um menino se aproximou e disse um sinuoso:

- Tio tem como comprar um filme para mim?

Não agüentei, e comecei um diálogo com o menino:

- O que? Um filme?

- É, queria esse aqui (apontando para “Crepúsculo dos Ídolos”).

- Sinceramente não entendi, você quer que eu “intere” para você comprar esse filme?

- Não, eu to te pedindo esse filme.

- Então me explica o seguinte: Você tem casa, tem televisão e tem DVD para ver esse filme?

- Não.

- Então para que você quer um filme de 1970? Para vender e comprar um lanche? Ou é pra comprar maconha?

- Não. Deixa pra lá...

Depois desse incidente, ao sair da loja, vi o mesmo rapaz que estava na pensão, adivinha fazendo o que?
Isso mesmo, pedindo dinheiro para almoçar. Será quantas vezes ele almoça por dia? Vi então que agora a moda é pedir. Pedir qualquer coisa, de almoço a Dvds antigos, passando por dinheiro para comprar o “pozinho de cada dia” e afins.

Então já que a moda é essa, vou pedir também: Quem pode me pagar uma cervejinha ? Aproveitem que o meu aniversário é no próximo sábado e “tirem o escorpião do bolso”. Bebo qualquer marca. Gelada ou não. E em qualquer dia da semana.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

O Nada mais tudo que tudo...


A disputa foi, de certa forma, tensa. De um lado, Isabela Taviani no Teatro de Niterói. E de outro, Casuarina no parada da Lapa. Na semana passada quando estive na cidade sorriso, a caminho do cinema (novidade) vi, além de uma pessoa que não vejo há tempos, o cartaz indicando o show da aspirante à “Musa dos Corta-Pulsos”, uma vez que o posto é indiscutivelmente na também linda Ana Carolina (Carol, Carol, Caroool). Apesar de gostar muito mais da musa, vi naquele cartaz uma grande oportunidade de apreciar uma música popular e acessível, e perto de casa, fator esse que conta muito para a escolha de meus programas.

Na segunda, ao iniciar os trabalhos e a rotina semanal, escutei o anuncio da Feijoada da FM o Dia, com Casuarina e Batuque na Cozinha. A oportunidade ver o grupo supracitado me encheu os olhos, mas bateu de cara com a programação: Inicia-se com uma feijoada à tarde. Nada mal, até mesmo porque, onde tem samba não pode faltar duas coisas: Cerveja e Tira-Gosto. Mas, por se tratar de uma programação de uma rádio de cast, em minha opinião, contestável, não poderia faltar um “DJ tocando as ultimas novidades do pancadões”, me fazendo novamente ter a impressão que Funk anda me perseguindo. Somente depois disso, o Casuarina iria entrar no palco para fazer um set de, aproximadamente Uma hora e meia.

Achei que, indo a um show de samba, ficaria mais sociável com todos que me circulam, já que como dizia uma defunta: “Guilherme só escolhe programas anti-sociais, em que caiba ele e, no máximo mais uma pessoa do sexo oposto de intelecto abaixo do seu”. Então, comecei a fazer os convites a quem era conveniente estar comigo nessa socialização. Minha prima, que voltei a ter contato há pouco tempo, e que vive reclamando que não a chamo para lugar nenhum, foi convidada: Mas estava em Ouro Preto-MG. Gustavão e Flavinha também foram chamados: Mas meu casal preferido estava com viagem marcada para o dia do evento. Trabalho, formaturas, empecilhos dos mais diversos foram colocados e comecei a perceber que, provavelmente estaria sozinho. Voltei o pensamento para a Taviani, com seus cabelos vermelhos e voz forte.

Então, decidi por... Não fazer nada.

Sim, optei por não fazer programa nenhum, e ainda, pintou um convite para comparecer no Projeto Aqualume e em um festival de jazz e Blues. Se bem que Blues foi um aperitivo para esta minha decisão.
Na manhã de sexta-feira, nunca imaginaria que, ao comprar um simples jornal errado, mudaria meus planos para o final de semana. O jornal a ser comprado seria o que tinha um especial sobre os locais mais discretos da noite carioca, perfeito para uma pessoa que não curte as badalações de uma vida louca, ou melhor, este especial cairia como uma luva para mim.

Mas a pressa do dia-a-dia me fez comprar o jornal e só olhar as 16:00 hs, ou melhor, olhar tarde demais para fazer a troca pelo exemplar correto. Então, neste mesmo jornal vi um filme brasileiro em cartaz próximo a minha casa. Decidi então comparecer ao Cine-Uff para assistir o fenomenal “Nossa vida não cabe em um Opala”. Um filme como poucos que já assisti, reforçando ainda mais meu carisma pelo cinema tupiniquim.

Onze pessoas. Cinco casais e eu estávamos naquele cinema gigante. Tão grande que tive chegar mais à frente porque o áudio não comportava todo o tamanho da sala. Após isso, decidi fazer algo que não fazia há muito tempo: Sentar em um barzinho e tomar uma cervejinha, escutando um som de boa qualidade. A pedida foi o São Dom-Dom, barzinho em São Domingos, Niterói. Um tributo ao Jimmy Hendrix me fez ficar e assistir o show. Òtima banda, ótimos músicos, e um repertório sabiamente escolhido. Na volta, depois de alguns casos e acasos, quase sendo mordido por um cachorro, cheguei em meu ápice físico.

Ao descansar, percebi que não acordaria mais naquele sábado. E assim foi feito, acordei apenas as 19:00hs para tomar um banho, comer algo e voltar à cama. Basicamente o mesmo programa do Domingo. A Inércia conseguiu acalmar meus ânimos que estavam, a flor da pele. Felizmente consegui separar um tempo para mim, nada de que eu realmente precisava só que, vinha adquirindo um senso de irresponsabilidade comigo mesmo que não pensava que fosse capaz. Mas, o que posso fazer se na próxima semana, a comemoração é certa, por um motivo mais que especial: Meu aniversário.

domingo, 17 de agosto de 2008

Minha sinceridade é humanitária ...

Sinceramente não posso falar que sou a ética em pessoa, até porque, não me atento aos valores éticos da sociedade atual. Não concordo com 95% do que é chamado de ética pelo ser humano irracional que controla a vida como ela é. Em uma de minhas aventuras errantes, cometi a infelicidade de trancar a faculdade para iniciar um curso técnico daqueles que lhe prometem ganhar de R$3.000,00 à R$7.000,00 após o término. Os motivos: Não convém comentar, mas, posso dizer que por pouco não perdi minha essência, que tanto moldei, por coisas que não mereciam a mudança, mas ainda bem que fui agraciado pela tal ética.

Dos alunos deste curso, creio que eu era o mais novo, e o que mais não tinha a ver com aquela sala de aula. A rotina era a seguinte:
Segunda-Feira: Aula de Inglês, ou melhor, sacanear a professora.
Terça-Feira: Aula de Matemática 1, contas com mais de 3 números eram dispensadas.
Quarta-Feira: Aula de informática, o bar ficava cheio.
Quinta-Feira: Matemática novamente, sono, sono e mais sono;
Sexta-Feira: Aula de ética.

Na primeira aula de ética, quase todos os alunos saíram. O bar ficou lotado, mas eu, como a aula estava direcionada a mexer com o pensamento, fiquei. Começamos falando de ética moral, discutindo Kant. Estava em casa, as poucas pessoas que ficaram na sala me olhavam como se eu fosse um E.T. Nunca tinham escutado minha voz naquela sala, e agora, eu falava pelos cotovelos. Logo partíamos para a ética religiosa, e ai sim, a bíblia. E eu falava, falava e falava. Quando dei por mim, a aula já havia acabado e eu, pegando o ônibus para casa, feliz por ter encontrado o meu lugar naquele curso.

Na segunda-feira, eu era o assunto da sala de aula, até que escutei um troglodita bravejar: “O nerd tá se saindo bem porque tem que pensar quero ver na hora de meter a mão na massa, o que ele vai fazer”. Risos gerais. E eu, via a verdade nas palavras daquele rapaz que podia ter um cérebro do tamanho de um amendoim, mas, que, naquele momento, estava falando a verdade absoluta sobre minha condição no curso. Por fim vieram as desavenças com o coordenador, com a professora de ética, e com os outros alunos. Sai do curso. Fiquei em uma inércia mental gigantesca, pensando em minhas atitudes e sim, voltando à mesma forma de pensar e viver que sempre vivi.

É difícil tratar de ética quando o dinheiro norteia o ser humano, quando a alegria e o êxtase se sobrepõem na felicidade absoluta. Por isso, creio que sou um agente desvirtuador dos valores éticos e morais que todos vivem. Em respeito, ética da forma que todos vivem: Não, muito obrigado.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Que Tal Um Cineminha ???

Sim, tenho estado no cinema quase toda semana. É um vicio. Como se não bastasse, o dono da locadora voltou a ter minha presença quase que constante em seu estabelecimento, a procura dos filmes que perdi por conta de compromissos passados. Creio não ser a pessoa mais indicada para recomendar nada, mas tomo a liberdade de falar sobre alguns filmes que me levaram um pouco de minha atenção nestes tempos de homem só. Serve como um guia para o final de semana, ou até mesmo para mostrar que o editor deste blog escreve constantemente e publica qualquer tipo de besteira:

NO CINEMA:

Batman – O Cavaleiro das Trevas: Um filme que vale a pena ver. Assim como o “Begins”, este novo Batman vem para selar a verdadeira história do Homem-Morcego. Com um enredo coerente e muitas explosões, o filme consegue prender a atenção do expectador, seja pelas explosões, ou pelo pensamento influenciável do ser humano que é julgado como “socialmente correto”.

Hancock: Mais explosões, um Will Smith Inspirado, e muitas gargalhadas. Atenção especial para a personalidade do protagonista: Quantas vezes, ao não ligarem para suas atitudes, você se faz de “durão”, como se nada que falassem sobre você importasse? Então, creio que todos nós temos algo de Hancock em nosso Interior.
Uma ressalva procure as salas que apresentam cópias legendadas. Consegui a façanha de assistir o filme duas vezes, e recomendo a versão legendada.

Arquivo X – Eu quero Acreditar: Um bom filme para os amantes da série. Quem não acompanha (va) vai com certeza achar o filme um “saco”. Mas a Trama é bem elaborada, os personagens fortes. E Não tem muita explosão.

Kung-Fu Panda: Uma ótima oportunidade para dar boas risadas com a história de “Po” o vendedor de macarrão mais “death-metal” que já conheci. Professores de Português, Hipócritas metidos a corrigir tudo e a todos NÃO ASSISTAM ESSE FILME. A prolixidade fatídica pode causar incômodos, mas não podemos esquecer que, tratando de um filme para crianças, assistam acompanhados de um “casinho” ou de um fedelho. Diversão Garantida.

Era Uma vez: Um filme brasileiro nota 10. A realidade da forma que deve ser mostrada. Tiros, palavrões, mortes e muito romance. Pena que o Casal protagonista morre no final.

NAS LOCADORAS:

Juno: Um Drama “Teen” de dois lados. Fiquei enojado ao ver a primeira vez. Mas da segunda vez, consegui compreender a essência da história me deixando mais feliz. Os extras do DV D são incríveis.

Eu Sou a Lenda: Um filme que contém Will Smith não pode ser um desastre total: Sim, claro que pode, até porque, este é. Mas é um filme recomendado para aquelas pessoas que acham que o “Bob Marley é foda”. No mais, é aquela mesma bobagem de sempre de você ter uma posição, um idealismo absurdo, e morrer com ele. Alguns momentos do filme são bons, mas só alguns momentos.

O Passado: Como esperei por esse filme. Já havia lido o romance que gerou esta película, porém, situações passadas me impediram de assistir este filme no cinema. Mas a espera valeu a pena. Como no livro, o filme conta a História de Rimini, um ser errante, como todos nós, e a sua vida após um relacionamento de 12 anos. Sendo um filme trata exclusivamente da vida do tradutor argentino, podem ser tiradas conclusões precipitadas por conta da outra protagonista, sua ex-namorada Sofia. Mas antes de tirar estas conclusões eu lhe pergunto: O que você faria por amor? Será que, mesmo ao saber que o ser de sua devoção, não sente mais nada por você, você o abandonaria?

Os Indomáveis: Outro que não consegui ver no cinema. Crowe e Bale apresentam uma atuação soberba. Impossível ficar parado. Somente assista.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Tomar um banho de chuva, banho de chuva-a-a

Considero-me uma pessoa normal.Tenho gostos normais, um pouco mais requintados do que as pessoas de minha faixa etária, mas, isso não me faz mais ou menos que qualquer um. Tenho uma paixão excessiva pela musica, troco uma garrafa de café por qualquer outra bebida, e um programa culturalmente aceitável por qualquer balada de tchutchucas.

Fora estas coisas, acho que a única coisa que me olham realmente de cara feia é o fato de amar a chuva. Chego a esquecer o mau-humor matinal quando, ao olhar da janela, me deparo com uma chuva, tempestade ou coisas do estilo. Francamente não sei porque gosto tanto assim da chuva, uma vez que tive diversos prejuízos causados por ela. A casa de minha mãe, até pouco tempo atrás, virava uma piscina quando uma chuva mais forte ficava pela área. Já perdi computador, roupas, cds, panelas e tudo mais em uma enchente, na época que morei em São Paulo. Deveria odiar a chuva, mas amo-a, não sei porque mas amo.

Chego a largar por alguns instantes meus afazeres para admirar as gotas caindo, e tão logo um sorriso aparece espontaneamente em minha face. Quando mais moço, adorava sair na chuva, me molhar, e voltar para dentro de casa, para normalmente, tomar uma surra da minha mãe, ficar de castigo, e tomar mais bronca caso um resfriado coroasse minha total irresponsabilidade.

Nos dias de hoje, fica quase impossível tomar um banho de chuva. E-mails, Designers, pacotes, documentos, companhias, responsabilidades fazem com que eu me distancie deste meu gosto “estranho”. Mas na madrugada de sábado, após uma saída interrompida pela chuva, não teve outra: Chuva, em seu estado bruto, daquelas que molham mesmo você estando em alguma barragem. Não deu outra, comecei a andar, sendo observado por quem tentava se esconder dela. Não estava enfrentando-a, muito menos me escondendo, mas sim, reencontrando depois de tanto tempo.

Nem faço idéia de quando foi meu ultimo banho de chuva, mas o de sábado passado foi maravilhoso. Meu sapato estava furado (novidade), com isso, a sensação de estar descalço foi única. Poderia sentar em algum lugar e ficar a noite toda. O cansaço da noite passada e o sono atrapalharam um pouco, mas, a felicidade e o sorriso ao me ver todo encharcado foram impar. Talvez esse banho de chuva fosse necessário para acalmar os nervos, abalados há algumas horas por um motivo pífio. Ou seria apenas uma purificação, algo que, eu realmente poderia estar precisando para me sentir mais leve. E realmente funcionou.

Não abdiquem nada... Nunca.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Era Uma Vez ... Um Tiroteio.

Um comercial na televisão: “Era uma Vez”, filme que retrata a realidade de um adolescente rico apaixonado por uma menina rica. A primeira impressão que tive foi de “que babaquice”, mas ao ver os olhos de minha dadivosa mãezinha brilhando com o comercial, não resisti:

- Vamos ao Cinema Mãe ?
- Sim. Quando é mais barato ?
- Segunda-Feira.
- Então segunda feira que vem, depois do trabalho, te espero lá.

Na segunda feira, pontualmente as 18:30, aterrisso no shopping (aglomerado de lojas que vendem coisas fora de nossa realidade financeira) a fim de encontrar Dona Lúcia, que, na teoria, deveria estar lá. Logo minha prima Ivana e sua amiga Anne, em conjunto com uma de minhas “mães espalhadas pelo mundo”, Dona Teresina aterrisam na entrada daquele shopping. Veriam o mesmo filme, então, solicitei que guardassem um lugar para mim e minha mãe que, na teoria, estaria chegando.

Em questão de segundos, aparece um ônibus, descendo dele uma mensagem de que minha mãe estaria presa em um suposto tiroteio iniciado na avenida que a trazia ao meu encontro. Uma ligação para confirmar a informação e ter certeza de que minha mãe estava em segurança. Tudo certo pode ver o seu filme. Poderia chamar a pessoa que me trouxe a mensagem, mas, não seria coerente de minha parte fazer um convite desse porte. Mas, logo me aparece a figura jovialissima de Dona Teresina (Tia Terê), um pouco chateada por não conseguir ingressos para a sessão. Mãe por Mãe, estaria acompanhada por uma delas.

Adentrando o cinema, logo no inicio do filme, a violência urbana nos é mostrada de uma forma impar, fazendo meu pensamento ir até o ocorrido, me penalizando por não ter nenhuma via de contato, e com medo sobre a situação real de minha mãe. Claro, que prestei a atenção no filme em seus detalhes, aproveitei muito bem os momentos em que com certeza, me tiraram um peso de uma responsabilidade, de uma culpa, esquentando-me naquela sala fria. Foi intenso.

Mas este cidadão estava dividido em três partes: No expectador, no amante e no filho impotente que, ao não poder fazer nada, pos-se a ver um filme que tratava coincidentemente do que estava acontecendo com uma das pessoas mais importantes de sua vida. Não sosseguei enquanto não vi minha mãe, correndo de um lado para o outro na sala, reconstituindo o que aconteceu. Um alivio.

Perguntei-me durante toda noite, que, para variar, foi mal dormida: Como dar segurança aos que me rodeiam? Infelizmente cheguei a conclusão de que é impossível. Não consigo tomar conta de minhas próprias roupas, que está a duas semanas em frente a maquina de lavar roupa, suplicando por um pouco de alvejante de sabão em pó, quanto mais cuidar de todos que amo. É esse mundo que eu vou ter que apresentar aos meus filhos, e mentir, como mentiram para mim, que é bom? Que todos têm condições de crescer, se estudarem, seguirem as normas e deixarem a sociedade enfiar a “pica da moralidade” na bunda de vocês?

A propósito, O casal protagonista do filme morre no final... Não gostou de saber?
Então pare de ler essa porra!!!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Piratas de uma Sexta-Feira a Noite.

No intervalo que divide as escolhas, fui convidado para uma festa à fantasia. Achei um pouco esquisito o fato de me fantasiar, mas decidir entrar na brincadeira.

Primeiro passo: Escolher a fantasia. Claro que gostaria de uma coisa original, por este motivo, decidi pela fantasia do Chaplin. Só que acabei esquecendo que moro em um "ovo" que não possui sequer lojas deste estilo, e quando as encontramos nos decepcionamos com a "variedade" das fantasias.

Um dia antes da festa, fui testar as fantasias. Gostei da fantasia de mosqueteiro, porém, ela estava sem o chapéu.
O que faria eu com uma fantasia de mosqueteiro sem chapéu? Aladim?
Não.
Homem Aranha?
Muito coladinha no corpo.
Então, ao ver a fantasia de Pirata, não deu outra:

- "Vai essa de pirata mesmo".

O espanto da garota que estava me auxiliando na loja foi perceptível:

- "Ué, não vai testar?”.

- "Não, tá bom essa mesmo.”.

Assim, conclui a escolha da fantasia.

Na festa, tinha de tudo: Odalisca, Mulher Maravilha, Presidiários, Constantines, Hippies e é claro, aquelas pessoas que não estavam no clima, que estavam apenas pela bebida liberada em uma sexta feira a noite. Ao tomar coragem para me arrumar, percebi que a fantasia tinha ficado legal.

A única coisa que não estava legal na festa era a qualidade da música. FUNK, sim, ele vem me perseguindo em quase todos os lugares que tenho freqüentado. Mas, como já havia falado bebida liberada. Tratei de "ancorar" no balcão do bar e tratar de deixar o meu copo sempre cheio. Posso dizer que a festa foi somente isso. Cheguei, me vesti, tirei fotos, bebi,bebi e bebi.

Gostei tanto da fantasia que vim embora com a parte de baixo, até chegar em casa. Hilário.
Tirando o detalhe musical, foi uma ótima festa, uma bela oportunidade de compartilhar momentos agradáveis com algumas pessoas de importância relevante.

Agora é esperar a próxima...

sábado, 9 de agosto de 2008

Aurora (Como Solicitado)

Naquela madrugada, pensei que estava sozinho.
Caminhei alguns passos pela via torta de meu destino.
Uns goles de cerveja no gargalo para economizar um simples copo.
Ou mesmo a repulsa de que não goste de encostar-se a minha boca.
Continuei caminhado, com meu escudo antivergonha do meu lado.
Mais uns goles de cerveja, no gargalo, sempre.
Os frios das ruas confundiam com a pedra de gelo que era meu coração.
Aquelas luzes piscavam, parecia mais um estacionamento.
O barulho infernal e a luz vermelha me cegaram.
Meus óculos viraram uma simples tiara.
Já não estava enxergando bem mesmo.
Mais cerveja, menos estomago.
Das cinzas de um cigarro meu olhar se atrelou a ela.
Uma sinuca para se aproximar.
Fazia um bom tempo que não jogava sinuca.
Logo, meu escudo antivergonha me abandonou.
Tive que ser eu mesmo.
Acendi um cigarro para causar boa impressão.
Mas nem eu mesmo agüentava aquele cheiro.
Fumaça com goles de cerveja, no gargalo.
Decidi descer, acho que quis fugir.
Mas escutei um “o que você quer?”
O que eu queria: “
Paz, será que você tem?”
Não, ele não tinha, mas chamou ela.
A face cansada não negava o que estava escrito.
Rasguei o escrito, esqueci que sabia ler.
Dessa vez, mesmo sem óculos, consegui enxergar.
Só não me pergunte o que.
Logo, falei algo que pareceu inteligente.
Ou só de falar já posso ter mudado o tal escrito.
Alguns nem falam.
Mas eu falei.
Os escudos dela caíram, um sorriso se abriu.
Eu sorri também.
Dessa vez eu sorri de verdade.
A atenção e o carinho foram recebidos com felicidade.
Recebi um elogio.
Pedi um beijo.
Ganhei dois.
Game over.
Mais cerveja, sentado em um banquinho de cimento.
A voz metálica chamava meu nome.
Reclamava do frio.
Reclamava do sono.
Reclamava de saudades.
Reclamava de tudo.
Eu disse que não acreditava em deus.
Não reclamou, mas deve ter achado estranho.
Meu escudo antivergonha retornou.
Mas eu o mandei embora.
Recebi outro elogio.
Não podia retribuir.
A Aurora se aproximava.
Mais quinze minutos.
Que duraram dez.
Questionou minha idade.
Reclamou da minha barba.
Abriu um sorriso.
Pediu para que eu não sumisse.
Agradeci em pensamento.
Recolhi meu escudo antivergonha.
Admirei o nascimento de um novo dia.
Um Elma Chips para nivelar os níveis de sal.
Coberta laranja.
Enquanto todos acordavam.
Eu dormia.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Tv Caos

Alguns motivos me levaram a voltar a pé do meu trabalho para minha casa na sexta feira passada: A fila kilométrica para comprar o abada da Ivete Sangalo estava atrapalhando o trânsito, e soube, por fontes não muito seguras, da existência de uma loja de fantasias no caminho intermediário entre meu trabalho e minha casa. Como odeio engarrafamentos, e necessito de uma fantasia para uma festa nesta semana, estava quase decidido.

Logo, o vendedor de doces que fica em frente ao meu trabalho me alertou sobre um prédio que havia pegado fogo do outro lado da rua. Com os trabalhos finalizados, decidi dar uma de curioso e fui à rua do incidente. Ao chegar, percebi o caos que estava: A guarda de transito, totalmente despreparada, solicitando aos motoristas seguirem por um caminho que não havia o menor nexo para quem circulava naquele local. Algo como você sair de sua cama e entrar em uma gaveta de seu próprio armário. Os bombeiros, que na teoria, deveriam apagar o fogo, estavam de braços cruzados, esperando a liberação da companhia de água, já que, a água do caminhão havia acabado.

O SAMU chegou. Agora uma pergunta que não quer calar: Para quem, já que todos os funcionários e vizinhos estavam da mesma forma que os bombeiros, de braços cruzados, do outro lado da rua? Só em são Gonçalo mesmo.
Logo, um senhorzinho, muito simpático que teve a mesma reação ao ver o SAMU disse:
- “São as eleições meu jovem, se alguém passar mal ano que vem , a ambulância demora 2 horas para chegar, mas como, em outubro tudo muda, eles vem até quando não tem nada para fazer”

Tive que responder, as gargalhadas:
- então, 2008 é o ano de passar mal ““.

Assim, decidi me deslocar a pé, para achar a tal loja. Chegando na loja, cerca de uns três quarteirões, vi que o perímetro estava sem energia elétrica, me impossibilitando de acessar o catalogo eletrônico da loja. Marquei um outro dia com a simpática atendente e fui embora. No caminho, reparei em todas as “lã-halls” que passava, uma grande quantidade de jovens, esperando o retorno da internet, que mesmo depois de 40 minutos após a falta de luz, ainda não havia voltado.

Logo, me veio a cabeça o projeto caos do filme “Clube da Luta”. E imaginei o embrião de um colapso ainda maior na cidade. Mas tudo não passou de um pensamento.
No mais, nada mudou na cidade: Pessoas com semblantes tristes, cansados, mendigos e tudo mais que minha selva urbana pode presentear a todos os expectadores desta TV Caos.

Quase ia me esquecendo, algumas coisas mudaram sim: As ruas estão mais sujas, devido o inicio da propaganda eleitoral, e as praças, mais bonitinhas. Mais engraçado que isso, só ver o zorra total no sábado a noite.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Rick Vallen Pão e Circo

Já conhecia o Rick Vallen desde 2004, quando ele, ainda calouro no programa do Raul Gil, era a alegria das tardes da avó de uma ex-namorada. O tempo passou, o povo foi descobrindo nele um novo ídolo, enfim, se tornou como todos falam “o maior interprete do Brasil”.

Eu sou claro, escutei o cd “Homenagens”, a fim de dar uma conferida, e a primeira reação que tive sobre o cd foi de que, se ele, ao vivo conseguiria alcançar todas aquelas notas agudas, seguidas de graves baixíssimos. Com uma apresentação marcada para o shopping próximo de minha casa (se é que posso chamar aquele circo de horrores de shopping), decidi ir conferir. E dessa vez não fui sozinho. Recrutei a melhor companhia de todos os momentos da minha vida (exceto os promíscuos), Dona Maria Lúcia, minha excelentíssima mãe. Horário marcado com ela, pontualidade de família, logo adentramos o shopping.

Impossível não perceber a grande maioria de pessoas da terceira idade na platéia. Olhando para trás, vi um grupo de homossexuais, mais ao lado, uma família completa. Crianças de todos os tamanhos, cores, e crenças, logo, um pouco mais à frente, me senti em um show de “emo”, franjas, piercings, camisas coladas, bottons, sim a turma Emocore compareceu também, provando que Rick Vallen conquistou a aceitação do publico brasileiro em geral, porque, quem seria capaz de reunir toda a gama de pessoas? Acho que nem o Roberto Carlos conseguiu... Mas vamos em frente.

O local estava lotado, mas, ao colocarem o show dentro da praça de alimentação do shopping, esqueceram que estávamos em São Gonçalo: As velhinhas já tinham comprado sua vela perfumada do Pedro Augusto (sucks), e os jovens o seu abada para a Ivete, que a fila estava kilométrica às 08 da manhã daquele mesmo dia, conclusão, todo mundo duro.
Eu, com apenas R$4,00 no bolso, não fui besta de oferecer sequer uma água a minha própria mãe. Situações financeiras à parte, o show começa com a música “A Lenda”, imortalizada na voz da virgem-não virgem-virgem de novo Sandy, e o seu irmão “Junior metido a multinstrumentista”. Após o primeiro agudo mais alto até do que se escuta no cd, constatei: O Cara é foda. Canta demais, e não precisa de backing vocals para disfarçar as notas que não conseguiria chegar em um show ao vivo.

A banda que me impressionou. Um baixista que sinceramente parecia muito mais, um membro da produção que colocaram para preencher o vazio do palco, um percussionista metido à hippie, que possuía a mesma função do baixista, e um tecladista, que tinha todas as partes, inclusive as percussões e o baixo, gravado em seu teclado. Lindo né?
Não parava de prestar a atenção no alcance vocal dele. Mas logo, comecei a me colocar no local de expectador critico e não mais um “oba-oba” que estava na platéia. Logo na segunda música, a apelação: Ele canta um “hino” de igreja evangélica, e todos, eu disse TODOS, cantam juntos. Quinta-feira não é dia de culto? Então o que os “crentes” estavam fazendo lá?

Logo começou a sessão desastre por parte da produção e escolha do repertório do cantor: Cantou sertanejo, micareta, internacional, mpb, Biafra, bolero e outros estilos, fazendo o cantor parecer um cantor de barzinho medíocre que, para manter o publico atento, necessita saber cantar todos os “sucessos” que a mídia lhe impõe. Achei ridículo. Ele é o Rick Vallen, uma das maiores vozes que os nossos pais já teve, e enquanto eu o assemelhava com Fredie Mercury (sem exageros, o cara tem colhão para tal comparação), a platéia, gritava a cada rebolado, a cada agudo que ele soltava em cima do palco. Logo comecei a ficar enojado com o show, de ver como um cantor maravilhoso se prestar a aqueles números ridículos, quase um bobo alegre. Enfim, um silencio. Quando foi tocada “esperando aviões”, um silencio quase que mórbido tomou conta do espetáculo, provando o “apuradíssimo gosto musical” da platéia gonçalense.

Olhando para o lado, não pude conter a felicidade de ver minha mãe, toda sorridente, cantando todas as musicas, e dançado, mas, infelizmente sai decepcionado, não com o cantor, mas com o conformismo em torno da situação presente. Talvez Rick Vallen vingue como a voz do Brasil, até porque, Leonardos, Zezés, Sandys, Ivetes, Claudinhas não tem metade da disposição e amor a música que este rapaz tem. Mas quem sabe, e provavelmente acontecerá, logo será uma voz esquecida em meio a muitas, de altíssima qualidade, existentes neste meu pais tão ignorante musicalmente.

Mas a felicidade da minha mãe me fez esquecer um pouco a consciência social e sorrir de volta para ela, um sorriso falso, como a maioria dos que saem de minha boca, mas o suficiente para completar a felicidade dela.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

EXPULSA, EXPULSA !!!

Venho me aprimorando na arte de expulsar as pessoas de meu convívio. Posso dizer que me tornei um Expert nessa arte. Pessoas indesejáveis, ex-namoradas, evangélicos e outros grupos de pessoas que só vivem a vida para o mesmo ideal: Encher o saco alheio!

Em alguns casos, o silêncio lhe preserva o direito do desprezo e da educação. Que mais classe que desprezar uma pessoa inconveniente com o silencio? Às vezes, as monossílabas são fieis aliadas nesta Constancia, pelo menos em minha vida. Algumas pessoas pensam que o meu vocabulário resume-se apenas em “uhum”, “tá”, beleza “...”.

E quando acontece aquele papo chato, que você não possui nenhum interesse de participar e, mesmo assim lhe colocam neste assunto. O clássico “complicado né”, “difícil hein” são meus preferidos. Claro, todas essas expressões são utilizadas nas mais variadas situações, não somente no intuído de desprezar ninguém toda hora, só que para o desprezo, a entonação muda, o olhar cria uma camada de sarcasmo, enfim, é isso.

Tive uma namorada que adorava debochar de mim. Debochava de minhas roupas, meu jeito, de minhas idéias, de tudo. Tinha mania de dizer “é verdade” para tudo o que eu falava, fazendo o meu nível de ódio subir quase no vermelho. No exato momento em que ela descobriu que me amava (sim, ela descobriu) eu tomei nojo da cara dela. Conclusão: Todas as suas declarações de amor, seus pedidos de desculpas, arrependimentos, humilhações eram tratadas pelo derradeiro “é verdade...” Ossos do ofício.

O sono também é uma grande arma para mim. Por dormir pouco normalmente, chegando a dormir de uma a duas horas por noite, tenho aquela leve sonolência, podendo ser o estopim para um sono sepulcral. Na condução isso funciona brilhantemente. Um tempo desses pegava o ônibus com um rapaz, colega de infância que acabou virando o “muleke piranha” do bairro. Todo santo dia ele me contava uma nova façanha com alguma mulher, até que um dia, simplesmente eu desliguei. Ele falando, e eu dormindo, como um anjo.

Uma semana depois ele deixou de sentar ao meu lado, e hoje, ele sequer pega o mesmo ônibus que eu. Ele chegou a reclamar com o jornaleiro, que me conhece desde pequeno: “po, ir com o filho do João é a maior chatice... ele quase não fala, e ainda por cima, dorme enquanto estou falando”.

Enfim, o que quero falar é: Não fique reclamando dos chatos de sua vida. Todos nós temos um amigo, conhecida, namorada (o), ex que não tem noção de que, só de olhar para você, já tira sua privacidade social, que convenhamos, é um direito de todos. Em algumas situações, conseguimos aturar, mas, quando não conseguimos mais, não é vergonha nenhuma dar um “passa fora” no inconveniente. Lembrando, é claro, que o Inconveniente de hoje, pode ser a melhor companhia de amanhã... Eu mesmo me acho chato demais.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Guilherme o Emo do momento. (Parte 2)

Alarme falso... Eles estavam apenas testando as luzes de palco e publico. Com isso, fiquei boa parte do tempo escutando aquelas frases típicas das tietes: “O Di é Lindo”, “eu quero me casar com ele...” e o mais interessante, vendo alguns jovens filosofarem sobre a desigualdade do mundo. Um jovem dizia que “enquanto tem um monte de gente passando fome, inflação, o NX Zero faz um show para muitos, com preços altíssimos”. Logo falarei mais desse jovem.

Agora sim, as guitarras soavam e a casa estava escurecendo, o inicio do show se aproximava. Começaram de forma bombástica, emendando “Conseqüências”, “Apenas um Olhar” e do repertório novo, “Inimigo invisível”. As duas primeiras, boas musicas do primeiro cd, e a ultima, uma musica que me impressionou desde quando escutei-a em casa, tamanho o peso, letra e instrumental, reto e maduro. Um ótimo começo de show. Logo começou a apelação. A fraca “Além de mim” foi a seguinte, cantada em uníssono por todos, inclusive por mim, uma vez que sua melodia grudenta me arrebatou (no pior sentido possível).

Então era chegada a hora que esperei por algumas horas: A primeira musica que exigia um pouco de técnica dos garotos: “Cedo ou Tarde”. A primeira decepção foi o não aparecimento das cordas e strings presentes no cd, deixando a música com cara de “Luau regado a refrigerante”. No momento do refrão, percebi a total falta de domínio do baterista, mostrando que não foram poucos os takes para fazer esta parte em estúdio. Pro-Tools neles meus amigos. Sinceramente senti pena dele, que se esforçava para tocar com semelhança às partes, mas que, sem sucesso, não conseguiu.

Logo após terem assassinado a própria musica (sim, isso é possível) O vocalista colocou um chapéu de rapper, e começou um discurso que falava que “na família NX-Zero” não havia discriminação social devido às condições de ninguém ““.
Sendo ovacionado pela platéia, inclusive pelo jovenzinho que estava filosofando sobre a desigualdade social antes do show. Se não existe discriminação, então porque fazem um show em uma casa de poder aquisitivo alto, cobrando um valor absurdo para os fãs de sua faixa etária? Com os R$50,00 que os pais tiveram que desembolsar para acompanhar os filhos, muitas “compras de mês” tiveram um desfalque. Como já dizia um ditado, quem fala pouco, erra pouco.

Neste momento minha atenção já havia se esvaído do palco, e fiquei tirando fotos para uma menininha de uns nove anos e sua mãe de igual estatura, que não conseguiram ver nada, a não ser braços dos que estavam em sua frente. Como estava no gargarejo, fiz essa gentileza. Seguiram com “Entre nós dois” do cd novo, e novamente senti falta do violão contrapondo as guitarras. Acho que os violões foram substituídos pelos pulos do baixista, os chutes no ar do guitarrista e backing vocal, e os rebolados do vocalista.

O violão apareceu em “Apenas mais uma de amor”, um momento lindo, se não fosse o vocalista ter semitonado (desafinado fica feio né) na segunda parte da música. Antes que eu me frustrasse começou o que eu mais esperava naquele show: a introdução do hit “Daqui pra Frente”, com seus vocalizes que se assemelham muito a algumas coisas que o Incubus fez no perfeito “A Crown Left To The Murder”. Ao ver que a banda toda estava imóvel, ninguém, nem mesmo o vocalista, fazendo os barulhos com a boca, semelhantes ao álbum, me decepcionei. Infelizmente não agüentei e taquei uma garrafa de água (SIM SR. DI FERRERO, FUI EU SIM. ME PROCESSE!) Programação de computador é sacanagem ! Tentei sair dali, mas ninguém deixava. Conclusão teria que assistir o show por completo, mesmo depois de ver uma das melhores músicas de Rock feitas atualmente no Brasil, sendo assassinadas pelos seus próprios criadores.

Antes de entoarem “Bem e Mal”, foi chamado no palco o tal do Túlio Deco para fazer as partes rap. Tão rapper quanto um ator de malhação, ele chegou, e ficou pulando no palco até chegar sua parte de cantar, quase no final da canção. Pelo menos o baixista tinha alguém para lhe acompanhar nas investidas do “pula-pula”. Ainda bem que ele só tocou uma música, indo para o lado do Ex-Malhação Bruno de Luca, aumentando mais as minhas suspeitas de que ele era na verdade, um ator da “minissérie que nunca acaba” querendo uma chance no mundo da musica. Se até a Marjorie conseguiu...

Tocaram mais algumas músicas do primeiro cd, intercalando com a apática “tudo bem”, podendo ser facilmente substituída pela inspirada “Silêncio” ou pela bombástica “Segunda Chance...” pensando melhor, depois de ver os “dotes” do baterista, “Silêncio” seria a melhor opção. Terminaram o show com “Incompleta” do primeiro cd, refletindo em mim a mesma sensação do título da canção. Detalhe, na hora do improviso para a platéia cantar, os músicos ficaram olhando um para o outro, sem tocar, restando ao nosso querido baixista, começar a pular e atrair as atenções para algo que não fosse o silencio causado pela falta dos instrumentos.

Voltaram para o Bis com a linda “Cartas pra você”, e com a enfadonha “Razões e Emoções”, acabando o show e o martírio deste que vos escreve. A conclusão que eu tiro é a seguinte: Tocar musica de adolescente não é problema nenhum, muito menos quando o dinheiro é o norte da situação... Mas convenhamos que tocar igual a adolescentes já força a amizade. De que adianta fazer um cd maravilhoso e não conseguir reproduzir 60% dele ao vivo. Onde estão as harmonizações, as cordas, os vocalizes e a criatividade que me surpreenderam ao escutar o AGORA? Músicos de apoio são toleráveis, ate mesmo para dar o preenchimento necessário do espetáculo. Enquanto me emocionei com o show do FRESNO, me arrependi amargamente de ter continuado naquele recinto após os gaúchos terem tocado. Algumas pessoas fizeram isso. Felizes são elas.

Torço para que o FRESNO deixe de ser uma simples bandinha de abertura, e se consolide logo com a nova “onda do rock nacional”, sendo headliner de outros eventos que, com certeza, estarei prestigiando.

Quanto ao NX-ZERO: o novo cd não sairá de meu player tão cedo, visto que as composições são ótimas, mas o biscoito de cebola com coca-cola que comi na volta para casa, foram mais interessantes que o espetáculo.

Sr. Di Ferrero: Bom senso da próxima vez, você é mais “bonitinho” de boca fechada.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Guilherme o Emo do momento. (Parte 1)

Um domingo desses, estava eu na Áudio Rebel, vendo um showzinho de deathcore. Estava lá, moshando igual a um animal, até mesmo para descontar um pouco a raiva que tanto estava em meu peito. Voltando para casa, próximo ao metro, vi um cartaz de uma apresentação no Vivo Rio do Grupo NX Zero. Logo começamos um bate papo, eu e um rapaz que acabara de conhecer no show. Falávamos que o NX Zero pode ser definido com os Backstreet Boys do Rock e blá...

Na segunda feira, dois fatos aconteceram. O primeiro deles foi, quando estava eu na “caça” pelas novidades fonográficas me deparei com o cd AGORA, do mesmo NX Zero, disponibilizado para download mesmo antes do tal show de lançamento. Não resisti e baixei-o. O segundo foi tomar ciência de que a banda de abertura deste show seria os gaúchos do FRESNO, que muito me agradou o novo cd REDENÇÃO. Decidido, no dia 03/08/08 estaria tal show que tanto falei mal.

A reação da maioria das pessoas que me conhecem musicalmente foi o espanto. Alguns tentavam entender com a clássica frase: “Guilherme tá solteiro mesmo, e nesses showzinhos EMO dá muita gatinha, então é isso mesmo, ele tem que aproveitar”.Mas, ao falar que não havia mulher, pegação, excessos, sexo, bebida, nada, a reação de espanto novamente tomava conta dos rostos mais descrentes com aquela minha atitude.

(pausa para ir ao show)

(voltando do show)

(momento de raiva)
AVISO E COMUNICO: QUEM NÃO QUIZER LER A VERDADE SOBRE ESSA BANDINHA DE MERDA CHAMADA NX-ZERO, NÃO LEIA O POST DE AMANHÃ. COMO O TEXTO FICOU MUITO GRANDE, FOI NECESSÁRIO DIVIDI-LO EM DUAS PARTES.
(voltando ao normal)

Logo, ao tentar chegar na casa me deparei com um engarrafamento. Fiquei com aquele misto de alegria e tristeza. Sempre que acontece um engarrafamento, torço para que seja o inicio do colapso que tanto espero, mas como foi apenas um engarrafamento normal, fiquei com a preocupação de perder o inicio do show. Porém, deu tudo certo e lá estava eu adentrando a casa de shows. De todas as vezes que fui no Vivo Rio, essa foi a primeira vez em que vi barras de segurança, detectores de metal, acessos diferenciados para meia-entrada e camarote vip, seriam os Emos psicopatas de franjas na cara?

A casa estava bem cheia, em quantidades iguais de Emos e “Pais de Emos”. Achei que fosse ficar prejudicado pela minha baixa estatura, mas o que presenciei ontem a noite foi nada mais nada menos que uma platéia de anãos. Vi dois “pais de emos” com um copo de cerveja, então, decidi pegar uma para mim. Tive duas decepções. Só tinha cerveja Primus, e ela custava R$5,00, o que só fui descobrir quando o garçom (um gigante brutamontes) me deu o copo e a continha... Vai dizer que não queria mais.

Acomodei-me de uma forma em que conseguiria ver a banda toda, principalmente o mini sintetizador do Lucas, e não ficaria na sangria desatada de estar no gargarejo, mesmo sabendo que 90% das pessoas que estavam lá estavam pelo NX Zero (banda de merda).
Quando as luzes se apagaram, as cortinas abriram e mostraram o que eu não queria ver: Não deixaram o FRESNO colocar a sua arte de palco, fazendo com que eles, tocasses no cenário do show da banda seguinte. A aparelhagem sonora estava bem inferior, comparada aos shows que assisti recentemente pela internet, mas mesmo assim curti aquele momento.

Como já conhecia o set completo, por ter conseguido um áudio de um show feito uma semana antes deste, me liguei muito mais em alguns detalhes do que nas musicas. Posso falar com autoridade de quem foi ao show: O FRESNO tem tudo para ser a melhor (sem exageros) banda de Pop Rock do Brasil. Show seguro, com vontade, sem muitos exageros do estilo, e com a platéia dominada desde o começo do show. Abrindo com a eletrônica “sobre todas as coisas que eu...” conseguiu me convencer que a banda tinha muito mais potencial do que uma simples banda de abertura.

Por ser a abertura, eles não puderam tocar o set completo, composto de 13 musicas, excluindo duas. Até nesse quesito a banda acertou, excluindo “Passado” e “Onde Está” do set normal. Conseguiram a façanha de excluir as duas musicas de qualidade contestável de seu set, fazendo, para mim o set perfeito. Os sintetizadores do Lucas são bem utilizados, nos momentos apropriados, sem excessos ou qualquer outra coisa. Um show para se guardar na memória. Falando a verdade, eles conseguiram um novo fã, contando que não me apareçam aqui no RJ com aqueles medíocres do Nx Zero.

Acabando o show com a belíssima “Milonga”, as luzes se acenderam e a cortina se fechou anunciando que o show da “Grande Banda de merda” estava para acontecer. Claro que eu era a minoria lá, pois todos queriam escutar as musicas do Primeiro cd, mais juvenil, menos iluminado, enquanto eu, esperando pelas musicas do segundo cd. Mesmo sem querer, com a saída de quase metade do publico para beber água e encontrar com seus pais, acabei sendo literalmente jogado para o gargarejo. Decidi ficar lá, mas confesso que não estava muito confortável com aquela situação. Posso dizer também que fiquei rodeado de garotas, mas que, juntando todas elas, não daria a minha idade normal.

Assim, depois de quase 30 minutos, as luzes se apagam... Hora do show.

(continua...)

domingo, 3 de agosto de 2008

Bonito Eu ???

Acho-me bonito.
Creio ser uma pessoa apresentável, salvo quando tento parecer o “próximo astro do rock”. Não me acho chato, já que tenho sempre um assunto bom para conversar a noite inteira, podendo me adequar a um monte de conversas paralelas e tudo mais. Mas, até quando esse excesso de confiança é prejudicial a minha pessoa?

Decidi aceitar um convite de uma pessoa muito querida e deparei com uma festa daquele estilo caipira. Chegando lá, a primeira impressão que tive da festa foi a seguinte: “Ih, jogo de luzes, pista de dança”. Um forte pressentimento, indicava que eu iria acabar nela, mesmo sabendo que tenho o rebolado igual ao da porta de meu banheiro.

Pois bem, a festa, estava ótima, obrigado. Eu e minhas conversas sobre os mais variados assuntos, com cervejas e sorrisos. Existia uma pretensão de minha parte, sim, mas digamos que estava no dia do, “vamos ver no que dá”
Mas, depois de um tempo começou: “CRÉÉÉÉU”, “CRÉÉÉÉÉÉU”... Sim amigos, funk.
Logo, lá estava eu na bendita pista de dança, claro, imóvel, segurando o copo de cerveja, como se estar segurando-o fosse o melhor pretexto para eu não me mexer.

Depois de mais alguns copos, com um sambinha tocando, me arrisquei em alguns passos. Nada de mais, aquela coisa dos dedinhos do gringo, misturados com uma enorme falta de jeito par a coisa mesmo. Acho que depois deste momento, Fred Astaire já não tinha mais posição para se revirar no tumulo; Uma pausa para uma comemoração, logo, eu de volta a pista de dança... calma eu explico:
Tocando aquelas musicas de minha infância, adquiri um nariz de palhaço postiço.
Ao ouvir “Like a Virgin” da Madonna, lembrei das épocas que eu me achava feio, sem assunto, e metido a nerd. Pelo menos, daquela musica em diante, foi essa a impressão que voltei para casa.

Nós não somos os “reis da cocada preta” de nossas vidas. Excesso de autoconfiança pode causar danos, mesmo que momentâneos, mas que com certeza serão lembrado no livro das vergonhas de sua própria vida. Sim, devo conhecer os motivos, na verdade, não existe motivo. Digamos, que se é para culpar alguém, culparemos o tempo, que é injusto mas benéfico também.

Teve uma briga na festa causada por um rapaz que segundo o dono da festa, possue disritmia. Uma loira se insinuou diversas vezes para mim nesta mesma festa, só que eu acabei rejeitando-a. Conheci um casal que possue todos os atributos do que eu não quero para minha vida. Acho que não me esqueci de nada.

Preciso Aprender a Dançar.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Overdose (Vida de Solteiro)

Eis mais uma grande incógnita de nossa existência:
Porque, quando estamos comprometidos sentimos tanta falta da liberdade, e, quando estamos livres, temos sempre a sensação de que nos falta “algo”?
Nestes dias que se seguem, logo após o termino de meu relacionamento, sinto como se faltasse algo a ser preenchido, nos períodos em que ela estava presente. Chega a ser estranho pensar isso, já que, há um mês atrás, sequer fazia idéia de que estaria escrevendo essas palavras em um sábado à noite, justamente o momento coletivamente denominado como o momento dos “pombinhos”, ou então, pelos solteiros, “o dia da caça”.

Sinceramente, não me vejo enquadrado em nenhum destes dois grupos. Então, qual seria o terceiro? Será que posso denominar como o “grupo da pausa?” Pois bem, como o texto é de minha autoria, denomino isso e seguimos em frente. Comentando com algumas pessoas que tiveram a quebra recente de relacionamentos, a opinião de todas é quase unânime: Dizem que o costume de estar incluso na vida de outra pessoa, e da outra pessoa estar inclusa na sua gera essa sensação de “faltar algo”, mas que logo, saindo, conhecendo pessoas novas, fortalecendo os laços antigos de amizade, essa sensação será esquecida... Pelo menos até o próximo término de um relacionamento.

Disseram-me também para que eu faça tudo que eu não pude fazer enquanto estive com ela. Como eu, ela supostamente deve ter aberto mão de algumas coisas, afim de que o relacionamento pudesse prosseguir com um pouquinho de cada um, mas isso não vem ao caso agora. Tenho feito algumas coisas que não fazia há oito meses: Tenho ido ao cinema com a regularidade de antes, religiosamente, quase todo final de semana. Assistindo a espetáculos dos mais variados artistas, uma vez que possuo uma larga preferência pelos mais variados estilos musicais. Posso beber com mais freqüência também, já que não tenho ninguém em minha pseudo-responsabilidade, entre outras coisas.

Tenho apreciado mais a minha casa, reparado mais coisas. O violão deixou de ser o parceiro de minhas madrugadas sem sono, e se transformou em um amigo quase que inseparável, às vezes, até quando estou no banheiro, ele está comigo. E eu já não acho tão chato tocar as mesmas musicas que sempre toco, como achava antes. Agora tenho ciência de que necessito modificar o meu repertório.

Não chega a ser estanho, mas sim diferente. Tem sido legal ver que os meus amigos que sobraram estão conseguindo me achar em casa, me contanto as novidades, marcando compromissos e jogando conversa fora no telefone.

Escrevendo isso parece que eu me livrei de uma prisão. Não, eu não me livrei de uma prisão, até porque quem iniciou as investidas para estar ao lado dela, há oito meses atrás, fui eu, então, seria meio incoerente falar que fui aprisionado. Mas o que quero dizer é que, quando você está com alguém, esquece-se um pouco de sua antiga rotina em prol da outra pessoa, e com isso, ao terminar, inicia-se um processo de retorno a rotina que você levava antes do inicio do relacionamento.
Pode parecer bobagem o que eu falo, mas para uma pessoa que aos 19 anos de idade já estava casado, isso é meio que uma novidade para mim. Simplesmente voltei a fazer tudo o que fazia quando era solteiro, retornando a minha rotina. Confesso que tenho pena do retorno dela a rotina que levava, mas, as pessoas precisam descobrir em si mesmo o que lhe beneficia e o que lhe prejudica.

Certas vezes, o prejuízo e benefícios são ofuscados pela “liberdade” que lhes é retomada após o termino do relacionamento. Mas, como um viciado, que após uma tentativa de intoxicação frustrada, comete os mesmos erros de forma mais excessiva do que cometia antes, assim é a vida das pessoas errantes. Não querendo culpar ninguém, ou desejar mal, mas é que, progressão dos excessos é a overdose, e subseqüentemente, a morte. Mesmo que seja a morte mental.

Por isso tenho pena.