sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O preço dos erros...

Costumo errar constantemente.
Isso é óbvio, já que todos erram, e aqueles que dizem não errar, já cometem o erro de não admitir seu próprio erro, mesmo que seja apenas esse. Tive um patrão que falou, em uma dessas minhas brigas diárias naquele extinto ambiente de trabalho, que eu era muito intempestivo, que não aceitava bem as críticas, e que precisava trabalhar mais isso em mim. No momento, é claro, explodi, gritando várias ofensas sendo retribuído com a mesma moeda pelo meu antigo patrão (para que fique registrado).

É fato que não sei lidar com criticas a minha pessoa, ao meu caráter e as minhas atitudes. Isso faz com que eu tente, com todas as armas possíveis, ser um ser humano melhor. Mas o fato de minhas frustradas tentativas, não me exprime de errar. Erro constantemente, como já havia dito, em alguns casos sou considerado o “estabanado” em meu ambiente de trabalho, já que cometo praticamente um erro por dia. Chego a espantar meus colegas de trabalho quando não erro, mas deixo meu patrão bufando quando eles acontecem com freqüência.

Como pagamos nossos erros? Bem, alguns erros passam desapercebidos, tanto que não existe uma punição para eles. Outros, como os de meu trabalho, são descontados em nossos honorários semanais. E os erros por conta de escolhas que, constantemente acontecem? Como pagamos?

Nos equivocamos com freqüência nos mais variados âmbitos de nossa vida, chegando a pensar na possibilidade que verdadeiramente nunca acertamos. Com essa conclusão, colocamos a culpa nos mais variados tipos de “pilar”. Não vou citar os religiosos, uma vez que o meu texto (ainda) não é feito para causar conflitos, e sim questionar o meu próprio cotidiano. Hoje, voltando a faculdade, após a inércia intelectual, vejo que errei. Errei, e se eu negasse isso, não seria verdadeiro comigo mesmo.

Eu, me autocriticando, mesmo sabendo que não suporto criticas, mas sei que sou o único responsável pelas minhas atitudes, sejam elas benéficas ou errôneas. Cada dia em que tomo banho, após meu trabalho, separo meus livros e minhas cópias, me questiono sobre o peso e o preço de meus erros. Esse erro em especial ainda tem tirado meu sono, mas não é nada que me faça viver de uma forma diferente do que vivo neste momento.

Um dia de cada vez, e cuidado com seus passos.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Inalcançável

Temos a mania, um tanto quanto megalomaníaca, de querer sempre o que não conseguiremos alcançar. Mesmo com as “teorias de botequins” de que quanto mais um ser possue, mais ele deseja conseguimos parar de pensar no inalcançável.

Sempre que consigo, já que não sou nenhum mestre zen, tento pensar sempre no alcançável. Planos de concluir a universidade (seja qualquer um dos cursos em mente), Lançar meu EP, encontrar alguém para compartilhar minha vida pessoal e afins... Creio que não seja nada muito difícil ou inalcançável?

Nestes momentos de total insanidade, quis o inalcançável, sim eu o quis. Por alguns minutos me extasiei com a possibilidade de conseguir, pensei sobre o caso. Perdi o sono. No dia seguinte, a bomba: Nada feito volte a sua vida normal de reles mortal. Fato esse que desanimaria qualquer um, certo?
Não me senti desanimado, mas sim desapontado, já que, mesmo que involuntariamente, coloquei um pouco de expectativa. Expectativa essa trocada pelo “eu nem queria mesmo”, quase que infantil, mas mentiroso. Eu realmente queria, e ainda quero. O mesmo fato aconteceu novamente, e eu, novamente decidi investir.

Megalomaníaco?
Inconseqüente?
Sonhador?

Não sei.
Contradições à parte (ou de minha parte), seguiremos eu, meu ideal, e a possibilidade de alcançar.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

ATASCO - Boletim Informativo Nº 2

Luzes... Câmera... Ação:

Fico feliz em anunciar um progresso no projeto ATASCO, meu “monstrinho preferido”. Em alguns momentos achei difícil, em termos de composição e concepção, me desanimando momentaneamente, uma vez que meu poder criativo caiu no limbo da “fuga dos clichês”.

O mundo é feito de clichês, e falar sobre amor, por mais batido que seja, é algo atual. Após o término de meu ultimo relacionamento, fiquei com medo de que minhas musicas fossem interpretadas como “dor de cotovelo” ou até mesmo críticas a outra metade que fez parte de minha vida por exatos nove meses. Neste período pos-relacionamento, tentei criar algo que não falasse de amor. Letras desconexas, sem nenhum sentido foram criadas para as melodias pré-estabelecidas em minha mente. E posso dizer, com exatidão que, a música não precisa fazer sentido, mas que pelo menos tenha alguma ligação com seu compositor, independente do interprete. Mas no meu caso não fazia.

Eis que me surge uma inspiração de título para meu EP, e com isso, a chama do projeto renova-se. O disco chamará “um pouco menos que você...”, será composto por quatro faixas e uma versão, editada para o rádio (?) da música “Cinzas”, não por que será essa a música de trabalho, mas que, ao verificar a duração exacerbada da música, decidi fazer alguns cortes, mas também decidi manter a estrutura gigante como parte oficial do álbum.

Falando sobre as músicas, O disco provisoriamente abre com a faixa supracitada “Cinzas”, falando do limbo que o ser humano é jogado no momento de um término. As expectativas que você imputa na outra metade, nos planos e subitamente: O termino. Nada esperado nenhum motivo aparente. Então o que fazer? Correr atrás de alguém que não lhe deseja mais ou tentar curar as cicatrizes modelando seus passos? Fica a questão.

Um seguido, “vou partir sem você” é a contra resposta a música inicial. A falta de motivo da primeira faixa é explicado da ótica de que termina, o conflito mental que todo relacionamento passa, e a decisão, mesmo que errônea, é tomada em um tom de desculpa. Você aceitaria as desculpas?

“Pulso” trata do hiato de um ser humano vazio. Na filosofia do siga em frente, independente do que aconteça com você é fixada, a vida cega de alguém que não possue sentido, razão e felicidade para prosseguir. Música inspirada no filme “O Sol de cada manhã”. Recomendo escutar a música e depois assistir o filme citado, nessa ordem, música e depois o filme para que possa ser compreendido o sentido real dessa faixa.

Minha saída da Choose a Life é retratada de forma ácida em “A triste vida de um Leonardo qualquer”. Critica feroz? Raiva? Insatisfação?
Não, creio que só é a minha versão dos fatos. Pode não agradar por parte da Inspiração desta música, Sr. Leonardo Pimenta, guitarrista da Choose a Life, mas infelizmente não consigo agradar a todos.

Mais a versão bônus da Faixa “Cinzas”, com alguns cortes, aqui e ali, fecha o trabalho, provavelmente lançado de forma virtual e distribuído em forma de mini-discs, com a previsão de lançamento no final deste ano em que vivemos.

“Um pouco menos que você...”.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Crônica do Amor (Arnaldo Jabor)

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem caso contrário os honestos simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

De cara Limpa...


Ao longo de nossa vida adquirimos uma caracterização de nosso próprio personagem na grande novela de horário nobre chamada vida. Trejeitos, estilos entre outras características nos fazem adquirir o que chamamos de “estilo”. Com certeza você pode estar pensando: “Você irá falar dos brincos...” bem, falarei também, mas no meio de tantos personagens que me caracterizo, uma coisa não pode ficar fora: Minha Barba.

Semana passada, decidi tirar a barba por completo para comemorar meu 23º aniversário com um ar mais jovem, uma vez que sem barba, me torno realmente uma pessoa de 23 anos e não alguém com o semblante sério, entediado e cansado desta vida louca de hábitos loucos e desregrado. Não consegui arrancar a barba por inteiro, deixando um cavanhaque com os fios rebeldes maiores. Comemorei o meu aniversário assim, com uma cara não muita limpa, já que a impressão que passei foi de não fazer a barba há um bom tempo.

Mas neste domingo o final desta história foi um pouco diferente. Ao acordar, um pouco baleado por conta das cervejas do dia passado, resolvi me olhar no espelho. Primeira impressão com certeza foi à cabeleira que venho cultivando com a promessa de receber 2009 com um penteado exótico, seja ele um black power, trancinhas estilo nagô ou qualquer outra coisa, contanto que seja estranho e novo para mim. A segunda impressão foi o crescimento acelerado de minha barba, que já não se caracterizava o cavanhaque deixado há uma semana atrás. É claro que não fiz um cavanhaque propriamente dito, pois só passei a maquina de cortar cabelo, deixando até alguns tufos de cabelo perdidos em minha face.

Hesitei um pouco em tirar o restante da barba, já que praticamente fiquei oito meses com barba, com vários modelos e formas, desde o descuidado, com a barba sem corte, ou o popular Wolverine, com as costeletas combinando com o cabelo. Pensei, desisti por alguns momentos e logo a maquina estava ligada e passando sobre minha face. O Barbeador ajudou nos retoques e logo estava eu, alguns anos mais novo, deixando para trás a imagem barbuda que havia estado em um bar na noite passada, aparentando um pouco mais de idade.

Pergunto-me nisso tudo: Será que quero esconder alguma coisa com esta barba? Afirmo com sinceridade que sim, já que, nessa sociedade paradoxal que, aos 20 anos você está novo para o mercado de trabalho, para o uso de bebidas alcoólicas, aos 50, você está velho demais para viver, velho para o mercado de trabalho, mas está “moleque” demais para se aposentar depois de meio século de serviços prestados a humanidade, minha barba me coloca em um patamar mais adulto, em que possa realmente mostrar minha capacidade e conhecimento sem passar pelo velho caso do “nerd que passa o dia todo lendo em frente ao computador”. Coisas de nosso cotidiano, agora quanto aos cabelos...

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Ritmada Eloquência Poética

Estar perto de pessoas positivas lhe traz positivismo, certo?
Ao emanarmos o positivismo, os sorrisos e a boa vontade, somatizado ao coração, podemos ter uma grande surpresa com coisas simples, podendo especular que ainda existem corações bons, amor, carinho e respeito, fazendo-me acreditar um pouco mais nessa roda gigante que vive, morrer, ressuscita e dorme ao final de cada dia.

Tomei conhecimento do projeto “S.U.P.R.A Vida Secular” em 2005 (eu acho que foi isso sim), quando ao trabalhar em uma central de relacionamento via atendimento telefônico, conheci o mentor deste projeto: Mister Gustavo Nobio. Não lembro direito como nos conhecemos, mas a memória, mas antiga que tenho desta pessoa foi de um dia qualquer na central, que, este que vos escreve, passando por problemas em seu “pseudocasamento claustofóbico”, adquiri a obra prima e, porque não, o Marco-Zero do New Metal: O primeiro álbum da banda KoRn. Já tinha visto o Nobio (como chamo) algumas vezes na central, por trabalhar no mesmo horário que eu, mas aquela voz grave, firme e um tanto quanto suingada dirige-se a mim: “É o mais novo cd do Korn?”, Respondi que não e, logo engatei que este era o primeiro lançamento e que o cd perguntado estava para ser adquirido no próximo pagamento. O cd foi passado para suas mãos, que com grande respeito e cuidado, perguntou se podia mexer no encarte a fim de ver arte e as letras, espantando-se ao ouvir que o Korn não coloca suas letras em seus álbuns. Desde então, a musica foi nosso bate papo até minha “ex-pseudo-esposa” chegar e acabar com o meu sossego, como de costume. Mas o papo ficou incompleto, e até hoje, ainda não vejo o dia em que vamos nos encontrar e NÃO falar sobre música.

Nossa alma musical, e nosso fascínio pela música foram o primeiro motivo para estarmos perto, e logo descobrimos outra qualidade em comum: Nossa vontade incondicional de viver esta estrada sem curvas, porém com muitos buracos, chamada vida. Peça principal de apoio no momento de minha separação, volta para casa de minha mãe e amadurecimento como ser humano, a presença diária deste ser por quase 10 meses em minha vida foi o que posso dizer mágica. Conversávamos todo santo dia, e sempre nestas conversas surgia nossa inquietude por conta do cenário fonográfico atual, das “burrocracias” e jabás. Neste momento conheci o tal de “Sou um poeta, retratando a Vida Secular”, fundamentados em alguns preceitos pessoais e de cunho cotidiano com doses cavalares de inteligência e outros adjetivos que desmoronariam o cenário atual.

Exageros à parte, o som é muito bom: A mistura de Rap (ou rep), samba, baião, rock, eletrônico e outros estilos e sub-estilos classificáveis em nosso dicionário musical dá o principio do que possamos esperar das musicas deste rapaz. Logo, em 2005 adquiri o “Compacto Simples-Mente”, com duas canções. E nisso, até os dias de hoje, tenho apreciado a batalha deste artista rumo ao estrelato. Não o estrelado mainstream, com direito aos holofotes convenientes com a situação que lhes é apresentada, mas sim o estrelato pessoal, como ser humano, defendendo suas idéias com prazer através de um dos seus maiores prazeres, a musica.

No ultimo dia do ano passado, decidi ligar para ele, a fim de lhe desejar um ótimo 2008, uma vez que não pude estar com ele na data supracitada. Escutei via telefone: “Em 2008 vem ai o Ritmada Eloqüência Poética, e você já faz parte dele”. E agora chegou o meu momento de fazer parte desta história, que tem um pouco de minhas expectativas também. Fui designado para ser o Artworker do trabalho de seu primeiro lançamento oficial. Lisonjeado, compareci em sua residência no ultimo sábado, a fim de iniciarmos os trabalhos para a confecção de seu encarte do seu tão sonhado álbum de estréia. Festas para Dona Elizabeth, sua mãe, e posso dizer que minha também, da forma com que sou acolhido em seus braços ao chegar em sua residência.

Entre um gole de café e outro, enquanto iniciava os trabalhos, o café se transformou em cerveja. A apreensão, tanto do lado do artista quando do lado do outro artista, foi substituída por uma conversa amigável, como há tempos não tinha, sorrisos, piadas, idéias, e torcidas, a fim de se fazer o melhor para o trabalho. A Paciência, o coração e a confiança colocado ali, em minhas mãos, no momento em que eu desempenhava meu trabalho me fez entender o porque eu ainda estou vivo neste mundo. A chuva se transformou em frio somente, os copos com desenhos, sempre cheios de cerveja, se transformaram em copos americanos de 200ml de bares, com o mesmo volume de cerveja da tarde. Um almoço que dispensa comentários e um carinho por parte de todos os envolvidos neste projeto mostra-me que não estamos tratando de um cd de um projeto de um certo alguém. Estamos tratando de um filho de nossa família, algo que trará orgulho para todos os envolvidos, seja eles em maior ou menor grau, da mesma forma que me orgulhei ao ver aquelas páginas brancas se transformando no artwork do Ritmada Eloqüência Poética, álbum de estréia do S.U.P.R.A. Vida Secular, um projeto não só do Gustavo Nobio, mas sim um projeto de toda nossa família.