sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Humanitismo [By Quincas Borba]

— Mas que Humanitas é esse?
— Humanitas é o princípio.
Há nas coisas todas certa substância recôndita e idêntica, um princípio único, universal, eterno, comum, indivisível e indestrutível,
— ou, para usar a linguagem do grande Camões:
Uma verdade que nas coisas anda, Que mora no visíbil e invisíbil. Pois essa substância ou verdade, esse princípio indestrutível é que é Humanitas. Assim lhe chamo, porque resume o universo, e o universo é o homem. Vais entendendo?
— Pouco; mas, ainda assim, como é que a morte de sua avó...
— Não há morte.
O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência da outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum.
Daí o caráter conservador e benéfico da guerra.
Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos.
Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.
— Mas a opinião do exterminado?
— Não há exterminado.
Desaparece o fenômeno; a substância é a mesma. Nunca viste ferver água? Hás de lembrar-te que as bolhas fazem-se e desfazem-se de contínuo, e tudo fica na mesma água. Os indivíduos são essas bolhas transitórias.
— Bem; a opinião da bolha...
— Bolha não tem opinião.
Aparentemente, há nada mais contristador que uma dessas terríveis pestes que devastam um ponto do globo? E, todavia, esse suposto mal é um benefício, não só porque elimina os organismos fracos, incapazes de resistência, como porque dá lugar à observação, à descoberta da droga curativa. A higiene é filha de podridões seculares; devemo-la a milhões de corrompidos e infectos.
Nada se perde, tudo é ganho. Repito, as bolhas ficam na água. Vês este livro? É Dom Quixote. Se eu destruir o meu exemplar, não elimino a obra que continua eterna nos exemplares subsistentes e nas edições posteriores. Eterna e bela, belamente eterna, como este mundo divino e supradivino.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Um Olhar, Dois Cafés

"Um olhar, dois cafés.
A magia que abrir os olhos me realizo novamente.
Um sorriso, dois olhares.
Abraços que nos fazem um nesta orquestra urbana.
Como eu queria que tudo fosse mais fácil,
Sem atribulações, sem ofensas e sem preconceito.
Mas será que sem as dificuldades
Viveríamos essa felicidade até o final?
Em cada manhã, em cada final de dia.
Conquistamos mais um pouco de nosso mundo.
Aquele mundo em que gostaria de viver para sempre
Aquele mundo onde nossos sorrisos norteariam tudo.
E quando observamos juntos aquele belo amanhecer
Observamos também um horizonte para se conquistar.
E ao sentir seu coração bater um pouco mais forte
Vejo que posso sorrir e caminhar até te encontrar novamente.
Um olhar, dois cafés.
Não me perdi no caminho que sempre quis seguir.
Um sorriso, dois olhares.
A companhia perfeita para caminhadas e sorrisos."

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Tarzan Moderno [Batone]

É alguém encolhido na calçada
é um outro que finge a própria dor
é a casa deixada e desejada
é uma outra visão do mesmo amor
no chacoalho do trem para o trabalho
no cochilo quadrado do metrô
vou pensando o país dos Abelardos
onde a cura é o placebo B.O.
não, não quero perder, eu não quero
não, não quero largar , eu não quero
não, não quero deixar, você é o mistério
você é esse instante que eu quero guardar
é sério, é muito sério, eu sou seu lugar
você é importante pra minha boa forma
é uma feira de cura mediúnica
é a única chance de ganhar
é uma esquina trancada com macumba
é a rumba que vem do meu olhar
não sabia se punha terno ou jeans
se era "rave" ou se era procissão
sem idéia do que esperam de mim
visto a camisa nova e digo não
não, não quero perder eu não quero
não, não quero largar eu não quero
não, não quero deixar, você é esse prédio
tomado lá do térreo ao décimo andar
tomando todo o Aterro de tédio e de mar
não mude, não encane, não case
tente me esperar
é a música intensa dos sentidos
é o grito de antenas e sinais
é o sol me enchendo de malícia
é o rito de velhos capitais
de repente senti-me invisível
um fantasma cortando multidões
transpirando carbono, vidro, diesel
confundindo com as tripas, corações
não, não quero perder, eu não quero
não, não quero largar , eu não quero
não, não quero deixar, você é o remédio
que eu finjo tomar

domingo, 23 de novembro de 2008

E lá vamos nós ...

Espero dormir pelo menos duas horas antes que a segunda feira chegue...
Não quero deixar de sorrir, da forma que estou.
Ah saudades... sempre apareçe quando as mãos se separam.
O homem e o mito, um bom livro para se ser entre as escadas.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Mas...

Pós feriado aqui no hemisfério sul, começo tudo de novo.
As poucas pessoas que estão na rua, não sorriem.
Mas elas quase não sorriem mesmo.
O ônibus para o trabalho demora, e quando chega, está cheio.
Mas ele sempre demorou, e sempre chegou cheio.
Minha cara de sono, não esconde que não dormi direito noite passada.
Mas eu nunca durmo bem, todos os dias.
Minha vida tem mudado, todo dia, toda hora.
Mas ela sempre muda, todo dia, toda hora.
É muita surpresa para uma vida só ?
Não, eu acho que não.
Lagoa, vento frio, vis-a-vis...
Travesseiro, Costelinha, vis-a-vis...
Volante, Música, vis-a-vis...
Difícil mesmo é se permitir viver.
Mas ninguém nunca se permite mesmo.
Sou engraçado, sério, inteligente e ignorante ao mesmo tempo.
Indolente, ardiloso, teimoso e intempestível.
Vacilão, babaca, sonhador e sentimental.
Enfim, eu sou perfeito.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Em cada esquina, uma surpresa.

Felicidade,
a única palavra que sai de minha boca.
Cypress Hill na vitrola, juntinho no abraço.
Sinal vermelho agora é parada obrigatória.
"Quero te ver de corpette / te guiar em um corvette"
Já dizia uma banda dessas que eu escuto.
Palavras, silencios, palavras, silencios...
Sorrisos as vezes...
Meus vidros não quebram mais,
independente das marteladas.
Tenho que admitir que nem tudo está bom,
na verdade, minha vida está uma merda.
Mas só isso já basta !
Basta !
Feriado chegando, as expectativas aumentam a cada segundo. Precisando de um tempo para acertar o que foi trincado. Rever alguns conceitos, viver mais algumas coisas e tocar outras para frente. Nossas vidas parecem novelas em que aguardamos sempre o próximo caputulo... Mas a minha, já sei os próximos: Vou ali ser feliz e quando voltar, escuto as broncas, os sermões, as lições de moral que insistem em me dar, mesmo não tendo moral para tal.
Só sei que estou feliz, e que nada vai tirar minha calma. TRAUMA rolando, os showzinhos aparecendo, alguns contatos musicais fortissimos, enfim, muita coisa boa e muita coisa ruim acontecendo. Mas na boa ...
Aproveite o friozinho do feriado.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Mise-en-scene, Miscelânea...

Então, o que posso dizer é que desde a ultima sexta feira tudo mudou...
Onde tinha paz, turbulências.
Onde tinha choro, sorrisos.
Onde não enxergava verdade, verdade há...
E com isso, o sorriso e o otimismo deste louco varrido que escreve estes versos falhos (ou fálicos)
permanece independente do desespero por algumas atitudes e incitações que me foram atribuídas neste mesmo final de semana...
Mas nada que uma boa cerveja gelada, alguns sorrisos e muito romance não possam resolver.
Hoje não quero saber de preocupações:
Chefe, trabalho, estudo, banda, família ... nada.
Hoje eu só quero olhar, até porque só poderei olhar.
Admirar, refletir e torcer para que o final de semana (que será antecipado pelo feriado) chegue.
E lá vamos nós !!!

sábado, 15 de novembro de 2008

Bagaceiras Filosóficas

Viver a vida nada mais é do que se perder no tempo,
Sem muitos planos, sem muitas expectativas e sem muito “tudo”.
Às vezes, vivendo com um pouco mais de calma,
Outras, rasgando os preceitos de forma violentíssima.

Mas o que esperamos de nossas atitudes?
Não acredito na temática do “aqui se faz, aqui se paga”.
Acho uma coisa besta, coisa de fraco.
Prefiro viver a ficar esperando o mal de que me fez o mesmo.

A inspiração para escrever acabou.
Tenho sequelado às vezes.
É melhor parar por aqui.
Antes que eu escreva alguma besteira.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Hoje sim, depois talvez.

“Meu amor, o que você faria, se só te restasse esse dia...”.

Lembro como se fosse hoje de meu primeiro debate na faculdade. Falando sobre um texto de Umberto Eco chamado “A Literatura se ensina?” Estávamos falando sobre a efemeridade das coisas de nosso mundo. Sim, a vida está cada vez mais efêmera, e com isso, nossos desejos, anseios e até mesmo nossas futilidades estão mais frívolas.

Tenho vivido isso de uma forma impressionante. Com minhas atribuições, tenho a impressão de que o dia está curto demais para realizar todas as tarefas que necessito para deitar a cabeça no travesseiro tranqüilo. Ao contrario, durmo sempre com a sensação de que deveria ter feito algo a mais, ou se tivesse feito “daquela forma” teria mais tempo para desempenhar a outras funções necessárias para “fechar o caixão”.

Não sabia como era viver de definir prioridades. Escolher alguma coisa em detrimento de outra, ou adiar algum movimento porque sua intuição lhe diz que não é o momento certo, ou então, que você não tem tempo para fazer tal coisa. Tenho dividido minhas noites entre a faculdade e a Trauma. Sim, minha formação às vezes é esquecida em prol da música, ou então, a música necessita ser deixada em segundo plano por conta de minha necessidade de adquirir bagagem intelectual. Ainda tem os amigos, a network que necessita ser trabalhada dia após dia, a família, os textos e dissertações desmedidas, os poemas para musicar e mais um monte de atribuições que somatizadas às oito horas do trabalho regular, acabam por serem escolhidas como em um concurso de beleza.

Porque os sentimentos mais efêmeros conseguem ser os mais intensos? Mesmo não vivendo de forma totalmente romântica, vivemos momentos intensos. E quando nos apaixonamos em fração de segundos, que, na fração reversa nos “desapaixonamos”?
Não venho tendo controle sobre meus sentimentos desde o ultimo sentimento verdadeiro em que vivi. Não que eu esteja me apaixonando e “desapaixonando” direto, mas você olha as pessoas de outro sexo de um ponto de vista “acima da carência”. Algo mais tétrico, já que não podemos perder os minutos preciosos de nosso dia e quando o perdemos, corremos o risco de NADA estar da mesma forma que deixamos quando adormecemos ao final de um dia de “muitas coisas”.

E o que fazer em uma situação dessas?
Bem, eu não sei, vou vivendo, tentando manter o sorriso e o otimismo no maior período de tempo possível. Confesso que tem sido difícil, mas, imagina então para as pessoas apegadas ao dinheiro, valores materiais, construção de impérios e afins... Deve ser dureza.

Certa vez um amigo (saudades de tu mano veio) me mandou um mail com algumas frases, bem naquela linha auto-ajuda, mas uma delas ficou marcada até hoje: “É a vida... viva!”.
Pois bem, vou vivendo, escutando “tudo bem malandro – Curumin” e lendo meus livros do Nietzsche.

Acho que estou indo bem.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Seja feita a minha vontade.

Schopenhauer entende que não existem "COISAS", antes, existe UMA SÓ COISA que determina a existência de todas as outras ou ainda, uma só fonte de onde emanam todas as expressões objetivas de realidade. O próprio ser consciente, um homem, por exemplo, é uma objetivação dessa COISA-FONTE-Única que o filósofo identificou como sendo VONTADE. Mesmo o corpo humano seria uma objetivação da vontade e a percepção física que temos de nós mesmos não se confunde com aquele nós que percebe esse "nós mesmos".


A VONTADE SUPERIOR rege o macrocosmo; entretanto, analogicamente, é a VONTADE INFERIOR, do Ego, que predomina no microcosmo. Essa vontade inferior é à vontade dos seres, em especial dos homens. Schopenhauer é geralmente apontado como o filósofo do pessimismo. Isso acontece porque, no desenvolvimento de sua teoria sobre "o mundo como representação", a Vontade humana, sempre limitada pela percepção enganosa, não é uma faculdade que pode ser exercida livremente; ao contrário, a Vontade é uma força que o homem comum não sabe controlar e por isso, é controlado por ela. A Vontade deseducada é apenas um querer irracional movido por paixões inconscientes e sempre não saciadas. É um "mal inerente à existência do homem", fonte de dor constante pelos anseios intermitentes que são a sua manifestação (da Vontade) porque não existe satisfação durável. Todo prazer é ponto de partida para novas aspirações e por isso, "viver é sofrer".

Sim, venho lendo muito Schopenhauer, e com isso meus questionamentos sobre a vontade como elemento inicial das disposições da vida tem sido alvo de muitos questionamentos. Ultimamente venho vivendo de uma forma desregrada. Não inconseqüente, mas desregrada. Sempre tive ideais moralmente incorretos, nada de quebrar, xingar e denegrir, mas sim à vontade de viver sem necessitar de um questionamento de “será que fazer tal coisa é moralmente correto?”.

Os conceitos de ética, moral e respeito estão presentes em mim, mas venho me perguntando “Pra que viver assim, se o sorriso fica mais evidente se as premissas forem quebradas?”. Quem nunca se deixou levar por suas próprias vontades, e ao final, um largo e brilhante sorriso permaneceu em sua face durante horas, dias e meses?

Não teria ido ao show do Curumin, ou então vivido as loucuras de terças, quartas e quintas insanas, regadas a fortes emoções se não tivesse deixado minhas vontades lê levarem para onde elas desejassem ir. Sei que de acordo com a citação acima, corro um alto risco de terminar essa epopéia urbana de forma triste, me lamuriando em algum canto, ou de escrevendo textos “corta-pulsos” neste blog. Mas, se sabemos que vamos sofrer, porque não viver antes disso? Em uma música, escutei certa frase: “To aproveitando cada momento, antes que isso aqui vire uma tragédia”.

Escutei, gravei, guardei e venho seguido isso... Porque não faz o mesmo?

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Amor X Hostilidade

Como em tão pouco tempo, nos transformamos no conceito das pessoas que nos circulam. Principalmente após um relacionamento afetivo não logrado. Tenho certeza de que todos, inclusive eu, já viveu essa situação.

Começamos um relacionamento como o padrão de homem perfeito. A inteligência está toda concentrada em nós, tal como a maturidade. Parecemos perfeitos e qualquer deslize, não pode ser maior do que nossas qualidades, quase infindáveis. Logo, no final dele, independente de brigas, nos tornamos infantis, de pouco caráter e outros “elogios” que todos já devem conhecer de outros carnavais.

Só que o mais engraçado é que as pessoas “te” culpam por tudo o que acontece posteriormente a uma relação. Vai entender...

Toda minha hostilidade, meu asco e misantropia a você... Quem falou mesmo em decência?

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Formidavel mundo cão

Que eu estou esperando uma boa oportunidade para ver o Jay Vaquer faz tempo, isso é fato. Desde quando escutei pela primeira vez “A idade se eu quiser”, de seu segundo cd, tenho aguardado por este momento. Assim que seu ultimo registro foi lançado, descobri um show em Niterói com um dia de antecedência e com isso, já programado para fazer outras coisas, deixei de ir. Tive também a oportunidade de vê-lo no RJ, mas como tinha uma namorada empata-foda, preferi não gerar expectativas.

Ao ler no jornal que ele estaria apresentando suas músicas novamente em Niterói, decidi por sua vez ir. Mais uma vez, fiz contatos para pessoas que considerava de grande pertinência, mas, como sempre, acabo indo sozinho. Será que um dia consigo alguma companhia decente para aparecer em um show inteligente? Bem, deixa essa questão para depois.

Após as burocracias de compra de ingresso, o hot dog e a aquisição do material promocional, as cortinas do teatro se abrem ao som de “Longe Aqui”. Impossível não perceber o numero reduzido de pessoas no teatro, mas emendando “Mondo Muderno” e “Você não me conhece” mostrou seu profissionalismo, emoção e que não estava ligando nem um pouco para isso. Desfilando sucessos e mais sucessos, sua qualidade vocal me surpreendeu, mesmo com algumas falhas, fiquei admirado com a potencia de sua voz. Seguiram “Cotidiano de um casal feliz”, “A falta que a falta faz”, “Pode agradecer”, “Num Labirinto” e duas emocionantes versões de “Aquela musica” e “Nera”.

As “pedradas” também foram bem aceitas pelo publico: “Estrela de um céu nublado”, “Formidável Mundo cão” e “A idade se eu quiser” foram tocadas de forma estimulante, assim como “um pouco de paz” e a versão acapella de “o tal do amor”.

Sim, show perfeito. As falhas aconteceram, mas, não tiraram a qualidade do espetáculo.
No final do show, aquele bate-papo informal, mostrou o cantor totalmente satisfeito com seu trabalho, sendo impossível não elogiar-lo pela sua apresentação quase “teatral” e pela execução de “Breve conto de um velho babão”, que em minha humilde opinião foi a melhor musica da noite. Um abraço, vários sorrisos e algumas revelações sobre a gravação de seu primeiro DVD foram confessadas. Dia 20/11, Vivo Rio, se quiser boa música, apareça.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O Homem de Gelo.

Bem, é você quem escolhe...
Todos nessa vida, eu disse todos, irão sofrer, se machucar, perder noites e noites de sono por alguma coisa que acalmará seu coração. Basta você decidir se vale ou não a pena.
Já disse algumas vezes neste blog que defendo a idéia de que você é o único catalisador de suas atitudes. Neste caso, a decisão pelo choro ou pela solidão cabe exclusivamente a você.

Infelizmente tenho decidido mais pela solidão do que pelo choro. Não por opção, mas por seleção. Tenho estado seletivo demais. Parece que estou à procura de minha princesa que não existe, já que, com tantas pessoas “pseudo-interessantes” me rodeando, acabo por escolher ninguém. A verdade é que estou me curtindo um pouco: Conseguindo cada vez mais dar atenção aos meus amigos, tocando a Trauma para frente, vivendo uma vida mais desregrada, porém mais feliz.

Enfim, nestes momentos, depois de algumas cervejas e um dia perfeito, a vontade de compartilhar com alguém os meus feitos, minha capacidade de aquisição rápida de conhecimento, minha técnica vocal que vem se aprimorando, enfim, a falta de alguém para compartir é triste. A impossibilidade e o medo (porque não) me fazem repensar em todos os motivos que me fizeram chegar até aqui. Um verdadeiro homem de gelo...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Asas Fracas, o preço.

Não sei se tenho mais forças para carregar meu mundo nas costas,
mas o pior é que não posso esmoreçer.
Minhas asas estão fracas.
O vazio emocional atrapalha, e muito.
Só defeitos, nenhuma qualidade... será???
As coisas estão enroladas, e por isso sei que EU preciso de calma.
Calma para acertar, e voltar as boas.
Porque o ser humano é tão inconstante ?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Um texto de Domingo ... Na quarta !

Não sei o que tem me acontecido, mas estou voltando a enxergar as poesias em silencios... venho vivendo uma vida de efemeridade em doses cavalares de futilidade e mesmo assim, as palavras saem os versos rimam e tudo anda da forma mais perfeita possivel.

Já diziam que a arte é algo "eterno em uma epoca efemera" e o que será que sou então ?
No mesmo fio, vou seguindo... muitas coisas para falar, muitas ideias para executar, pouco dinheiro para que eu necessite me preocupar a toa.


Vou bem, e coloco essa foto do felipe massa por aqui só mesmo para lembrar de que somos brasileiros. Quanto tempo eu não me reunia com alguns amigos para ver a corrida ? Talvez, nem tenha feito isso em toda minha vida. Mas como eu, todos os brasileiros viveram aqueles 18 segundos de adrenalina como se fossem os ultimos.


A carne, as sms, a cerveja geladinha e o soninho pós final de semana me preparam para viver uma nova semana.Tentar ser melhor, e não perder o foco de meus objetivos... Ser guiado pela vontade e saber conciliar isso com as responsabilidades.


Enfim, ser melhor do que fui ontem.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Gravação do Single - TRAUMA

Sabe aquele domingo em que o sol demora a aparecer, e que a cama sempre te pede para ficar mais um pouquinho? Pois bem, este foi o diagnóstico dessa ultima manhã em que, após ver novamente o maravilhoso filme “Ensinando a Viver” com John Cusack, vestir uma roupa qualquer, me dirigi ao estúdio em que seria feita a gravação do primeiro single de minha banda.

Acabei chegando antes até do produtor, já que minha ansiedade não me deixava dormir ou pensar em outra coisa no final de semana. Inclusive, peço desculpas por todos os telefonemas e mensagens do sábado em que pela manhã, estava na faculdade e a noite, estava concentrado para este objetivo.

Depois dos ajustes, atrasos e mais ajustes, eis que se inicia a gravação. Os detalhes, praticamente todos, não foram esquecidos e nenhum erro (ou quase nenhum) foi deixado para trás.As brincadeiras tomaram conta da sala, porém meu semblante sisudo acabou despertando algo mais respeitoso por parte de meus companheiros de banda, que souberam executar suas partes com destreza e empolgação.

A ultima parte, quase que por ordem natural, era a minha. Começamos. Solicitei a todos que se retirassem já que estava com os nervos a flor da pele. Luzes apagadas, para facilitar a ambientação, e som na caixa. Os berros, premeditados, podem a inicio, parecer sem emoção, coisa que foi facilmente percebido pelo produtor que solicitou que eu refizesse minha parte, já que os vocais ficaram “insossos”.

Logo, toda a raiva contida naquelas frases, em conjunto com toda a catarse necessária por não poder reter alguns sentimentos, que transcendem o meu pensar. Nem mesmo os climas descontraídos e despojados de meus amigos e de meu produtor me acalmaram. Acabei emanando toda aquela raiva das palavras e assumindo o contexto daquela canção. No escuro entre o microfone que me acompanhava no aquário, vi uma imagem, como se fosse um filme, sobre o dia em que escrevi “o que não pude ver”.

Enfim, gravação feita, mais uma surpresa: O processo de mixagem e masterização nos foi dado de presente, já que agradamos o produtor com nosso som. A cada instrumento que colocava, ele olhava para mim e fala “legal hein”. Ao concluirmos a musica, na pré-mixagem, ele já dizia “muito boa essa musica”. A verdade é que atiramos no escuro em entregar nossas expectativas a uma pessoa que nunca tinha gravado um som mais extremo, e felizmente, não nos decepcionou. Deixei um cdzinho do DEEPER THAN THAT para que ele se familiarizasse com o som e captasse um pouco mais do que desejávamos.

Breve, estarei disponibilizando os links e iniciando a divulgação.
TRAUMA: Hardcore / Metal / Poesia.