quinta-feira, 30 de abril de 2009

"Divagar" e sempre...

Adoro as divagações. Adoro a necessidade de sobrepor os pensamentos a idéias e deixa-los soltos pelo ar para o preenchimento por novos seres, integrantes ou não, de minha vida. Nossos pensamentos tem o poder de caminhar pelos meandros da consciência em um dia normal, viajando por proposições, sentimentos e formas, tentando chegar a lugar nenhum.
Por gostar dessa forma humanitária de dividir opiniões, certas vezes sou pego preso em algum assunto, pegado do nada, e logo, criando conexões e paradigmas com quem quer que seja. Mas é claro que os “menos iluminados” não conseguem compreender a continuidade de uma idéia jogada no ar. Por muitas vezes sou questionado por ter opiniões tão soltas relativo a qualquer assunto.
Tenho como um poço de radicalismo. Não consigo ser o “bonzinho” do momento e, em alguns casos, defendo vorazmente minhas ideologias, mesmo vendo nexo nas propriedades de outrem. Mas o caso não é o que penso. Mas a forma que penso e como jogo essas idéias no mundo. Muitos não entendem, outros me rotulam como louco, enquanto alguns poucos se preocupam em colocar suas opiniões a prova para serem analisadas por um novo ponto de vista, ou até mesmo para encorpar suas filosofias em conjunto com novas informações.
Trancamos nossos sentimentos, pensamentos, filosofias, idéias e afins, por medo, insegurança ou qualquer outro tipo de sentimento restritivo, preferindo, ao contrário, julgar as proposições pensadas por um qualquer, geralmente lhe condenando por pensar assim e sequer querendo entender se realmente aquelas poucas palavras denotam realmente o que aquele ser, um humilde pensador jogado em uma cela diária de leões desprovidos de pensamentos criativos, pode estar pensando.
Será que deveria me preocupar ? Paro, penso, dou mais um gole no café e entendo que será sempre assim. Não adianta ficar preocupado pela ignorância alheia. Eles preferem não escrever, mas adoram criticar se esqueço um ponto final, ou erro na acentuação de algum texto que posto neste meu diário virtual. Adoram falar que conhecem os melhores livros, os mais belos escritores e as mais interessantes histórias, mas se eu, em algum momento, digo que não li tal livro, exemplo “Um amor de Capitu” , de Fernando Sabino, questionam meu conhecimento de forma mandatória e afuniladora, esquecendo o que fica pelo caminho.
Infelizmente o futebol perdeu um jogador mediano, a música em algum momento perderá um vocalista regular e não necessidade de se precisar estar em algum sitio que não me faz querer estar serão, em algum momento, trocado por um pensador da vida em que vivemos todos os dias. Os livros que nunca li um dia serão lidos, assim como as músicas que nunca escutei, ou as banalidades que nunca dei importância, um dia darei. E espero sinceramente que todos que pararam em suas proposições infundadas possam ter caminhado para alguma direção nesta vida perdida. Um passo que seja. Realmente eu não li “Um amor de Capitu”, preferi o enredo de “Capitu Memórias Póstumas”, que também não li.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Em cada vazio, um motivo para pensar...

São Paulo, dia 22 de agosto de 2007:

Hoje despertei cedo. Independente de trabalho, afazeres ou domingos a pensar, levantei cedo. Não que isso seja algum fato inédito, já que levanto cedo desde cedo. Prolixo, repetitivo ou não, gostaria de atentar que hoje pude ver algo que há muito não encontrava: O amanhecer de um dia sóbrio que se mostrava para mim. Decidi dar uma volta o parque, lembrando-me do inicio de minha caminhada solitária, em que, para disfarçar a solidão e esquecer do óbvio, caminhava por lá. Sentei no mesmo banco em que sentei da primeira vez que fui lá, de frente para a réplica do 14bis exposta no parque. Meu pensamento estava longe. Cometi um crime comigo mesmo e estou cumprindo pena aqui. Não faço idéia de quando terei a minha alforria, já que pensei que ela estivesse do outro lado daquela ponte, em que, na minha primeira visita, atravessei fielmente todas as segundas, terças e sextas, salvo os dias em que precisava resolver algo que não fosse de interesse pessoal. Descobri que alguns dos poucos amigos que consegui fazer por aqui resolveram por me buscar amanhã a noite para darmos uma saída e dançar um pouco na boate mais quente do bairro. Tinha certeza de que eles não lembrariam, mas como um deles trabalha na farsa do Poupa Tempo, as coisas ficaram mais fáceis para eles. Constatei que não faço a minima idéia do que estou fazendo por aqui. Não no parque, meu companheiro de todos os meu momentos de tristeza, mas aqui onde me encontro. Na loucura dos dias normais na cidade que não dorme, acabei de descobri que também não durmo, logo, não sonho. É duro não sonhar. São 7 horas da manhã, a padaria começará a servir o café. Decidi que hoje não tomarei um café de sempre, com pão fresco e uma caneca de café com leite. Tomarei uma cerveja bem gelada com uns salgadinhos frios da noite passada. Assim começará realmente meu dia, meu martírio. Amanhã é meu aniversário, mesmo não ligando, gostaria de ganhar um presente: Uma passagem de volta para a minha vida normal.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

So(m)brancelhas felizes

Será que alguém já percebeu que a produção estética atual tem obtido grandes resultados no quesito produção em série ? Pois bem, passados os conflitos pessoais relativos a algumas decisões necessárias para que certos desejos comecem por tomar força, voltei a observar algumas coisas que antes me prendiam a atenção. Reparei que todas as mulheres que “circulam” por minha vida, salvo “Dona Guilherme” e minha digníssima progenitora, vivem um modelo padrão de beleza uniforme, um estilo que, em minha humilde opinião, deveria se mostrar como algo único no universo feminino que tanto desconheço.
Mas o que tem acontecido é exatamente o contrário. A cada dia, parâmetros são afunilados até o ponto de se formar uma coisa só. Tomamos como exemplo as sobrancelhas: o formato definido pela maioria das habitantes do sexo feminino que vejo possui aquele formato “feliz” que em pouco se distingue com as sobrancelhas dos demônios de alguns desenhos animados de minha infância. Não estou querendo colocar as mulheres que possuem um cuidado exacerbado com sua aparência em questão, mas sim o modelo de produção em série em que elas se encontram. Será que, para atingir um determinado elogio social no quesito beleza, é necessário se adequar a algum modelo estético do momento, mesmo que esse padrão não seja o seu ?
Dessa forma, partimos para a já batida questão das amarras sociais, mesmo que transvestida em forma de moda, ali estão elas. Para nos sentirmos “únicos”, fazemos o que a tal moral e os bons costumes no micho em que vivemos nos coloca como certeza, fazendo assim uma geração de semi clones com endereços diferentes e alguns dígitos distintos em nossos documentos de identificação. E a raça das sobrancelhas felizes não para por ai: a cada dia, mais e mais mulheres se colocam nestes formato, independente do que seu próprio coração lhe revela ao olhar por mais de três segundos no espelho de seu lar. Toda essa produção foi muito cara, doeu no bolso, por isso elas precisarão se adequar a isso começando a achar o feio, o igual, o mesmo, bonito aos seus olhos. Felizmente não me preocupo com a cegueira estética atual, mas me sensibilizo com as combinações fúteis que são jogadas dia após dia no mundo.
Posso falar com propriedade no assunto, visto que não tenho parâmetros de moda. Não gosto de modas. Não sigo tendencias. Em alguns momentos, procuro subverter o programa noral delas.Se hoje utilizo aquelas blusas curtas que beiram as já manjadas baby look masculinas, há tempos utilizadas por homossexuais e freqüentadores de academias sem nenhuma conexão cerebral pertinente, em outros momentos, minhas camisetas parecem saias, quase no joelho, podendo ser confundido com qualquer rapper emergente que possa estar andando em alguma periferia de nosso pais. Adoro ver as mulheres subvertendo os padrões modelísticos que nos acorrentamos diariamente: sobrancelhas grossas, cabelos encaracolados, sem prancha, sem escova inteligente (!), ou até mesmo ver aquelas mulheres que pararam no tempo, seja pela idade ou seja pela impossibilidade financeira de seguir tendencias, em que as sobrancelhas realmente mostrem o que realmente a boca e as outras expressões faciais possam deixar transparecer.
Tão bom quanto ver alguém real nesse mundo de semi clones, é saber que em algum momento tudo isso vai “cair”. Logo, quando a moda mudar, quando as orientações estéticas se mostrarem contrárias ao que se passam, teremos uma raça de sobrancelhas felizes e fora de moda. E o que faremos ? Eu terei um sorriso pronto, guardado no canto de minha boca, para ver a nova corrida da moda começar: sem pódio, sem champanhe, sem classificação, será apenas mais uma corrida em que o necessário é chegar, independente de classificação. A corrida dos clones (rs).

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Mp3, Cinema e Testosterona...

Em minha face, todos os dias em que acordo cedo e vou dormir lá pelas duas. Os bocejos involuntários que me fazem recordar de quantos sorrisos pude dar até que o relógio despertasse para que eu pudesse viver novamente este caos.

O figurino não é o que esperam de mim: Camisa branca, bermudão e all-star personalizado. Típico adolescente que se questiona entre mp3, cinema e testosterona. Você não deveria estar mais "bem apessoado" para hoje?

Minha roupa não importa, o importante é que ele esteja bem bonito. Frio e ardiloso prossigo. Aquele frio em meu estomago permanecerá durantes estas nove horas em que me separam de ser um homem livre ou de me submeter aos desvios de uma humilhação semanal.

E a saga continua...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Quando as Negociações falham...

Você perde seu precioso tempo na organização dos pensamentos. Agiliza com calma, todas as premissas para que tudo possa correr da melhor forma possível, sem caos, sem perdas e melhor ainda, sem ferimentos. Só que por ignorância alheia as negociações falham. Falham pela falta de educação ou simplesmente pela infantilidade triplicada em uma figura que nunca foi nada o que deveria ter se programado a vida inteira.

As negociações falharam: E agora o que fazer? Partir para Ignorância? Serei melhor que isso, assim espero. O momento para "acabar com o jantar" já foi escolhido. Infelizmente a possibilidade de sorrisos posteriores já se esvaiu na ultima oportunidade de se pensar. Mais alguns dias e eu estou livre disso aqui, pronto para me dedicar, me arriscar e assim conseguir ou não o que eu tenho em mente.

Na cabeça dele, eu nunca terei um plano B, levarei mais seis meses para tomar outra atitude mais ríspida, já que da ultima vez tudo foi relevado. Só que dessa vez não será, tenha certeza. Não sou o "ser inferior" que pensa que sou. Sou a pessoa que vai estragar o seu final de semana. A pessoa que não vai te dar sossego quando colocar sua cabeça no travesseiro, pois quando começar a pensar estarei em seus pensamentos. A possibilidade da solidão incomoda, eu sei, já passei por isso. Mas agora é a sua hora de passar por isso. Sofra em paz.

Disfarce com um belo sorriso ou com uma bela piada todo o seu desespero em me perder. Atribuam a mim todos os defeitos que desejar... Não estou mais ligando.

As negociações falharam.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Certezas duvidosas

Estabelecemos-nos através de certezas duvidosas.
Mas até que ponto deixaremos de trocar o certo pelo duvidoso?
Até que ponto não arriscaremos nossa felicidade ou nosso declínio para um bem maior.
Agora, o momento sou eu, o bem maior sou eu, e à hora... é agora (ou melhor, na sexta-feira).


sexta-feira, 17 de abril de 2009

Escolher ou fazer... Escolher e fazer.

Escolhemos o que vamos fazer, ou apenas fazemos o que escolhemos? Precisamos fazer escolhas em alguns casos: Escolhemos se vamos fazer se seremos felizes ou se sofreremos, mesmo que por um curto período de tempo. E a partir dessa escolha, colocamos em pratica aquilo que decidimos para aquele determinado momento, independente de conseqüências posteriores.

Podemos escolher sofrer apenas para obter a felicidade. Mesmo que o medo recaia sobre atuais questionamentos ou até mesmo sobre alguns esforços que necessitamos fazer para que tudo "caminhe", a escolha deve ser cumprida, com ou sem sorrisos nos olhos.

Ao fazer, já predeterminamos o que poderá acontecer, mas é claro que, graças a Murphy, acontece sempre diferente. Quando isso acontece você para, olha e pensa em tudo o que está acontecendo. Pensa em sua vida antes do acontecido, e o que será de sua vida após o ato, e assim decide prosseguir a caminhada. Pensamentos rápidos, de menos de um centésimo de segundo podem decidir uma vida inteira.

E nessa forma eu já decidi a minha.
Escolher ou fazer, eis a questão para você...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Calma ?

Às vezes, as coisas param de caminhar. De tempos em tempos, depois de uma grande movimentação, as coisas param. Ou então começam a caminhar de uma forma mais devagar, mais branda, causando um grande estranhamento para quem já está acostumado a viver "a mil por hora”.

Tenho tido essa impressão de que as coisas estão sem uma movimentação às alturas de minha hiperatividade. Salvo em alguns momentos, chego a ter medo dessa queda abrupta de ritmo nos acontecimentos existenciais. Clamo por mais rapidez, mesmo sabendo que em alguns momentos precisamos descansar ou até mesmo precisamos cessar, para que não consigamos chegar ao final [ou ao começo] em um tempo menor do que o esperado.

Mas quais seriam as conseqüências? Na minha humilde e sincera opinião, nenhuma. Mas é claro que o ser humano medroso relativo às questões do mundo dirá que às vezes a calma é a aliada dos apressados. Mas nem sempre precisamos de calma. Não dessa calma. Precisamos de alguns momentos de calma sim, mas essa calma, a que estagna as coisas ou faz com que as coisas andem mais "despaciamente".

Não quero essa calma.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O que esquecemos pelo caminho...

Temos o hábito que de esquecer diversas coisas ao longo de nossas pequeninas vidas: Esquecemos as senhas de acesso do caixa eletrônico, esquecemos alguma data de aniversário que não deveríamos esquecer, dividas, enfim, esquecemos muita coisa. Outras, deixamos pelo caminho, como uma simples parte de nossas vidas que, no passado, teve alguma importância.

Não tenho o costume de esquecer de muitas coisas. Tenho uma memória privilegiada [quando quero] , mas também deixo algumas marcas do passado em meu caminho. Não que eu “reformule” minha lista de amigos de tempos em tempos, ou que eu adquira um novo gosto musical a partir de uma “nova visão” que me faça decidir por um novo som. Apenas vou deixando pelo caminho, algo como “rastros”, que a critério de quem lhe é dado pode ser seguido.

Digo isso porque na ultima noite, passei por um lugar que há muito estive em bons e velhos tempos. Tinha uns 17 anos quando conheci aquela família. O pai possuía uma amante e não fazia o menor esforço para esconder. A mão, diabética e dependente de seus outros familiares, um tanto quanto mais preparados financeiramente que ela. A filha, namorada de um velho ex-amigo meu que hoje possui um filho, deste meu ex-qualquer coisa, e com uma separação em suas costas.

Antes, não havia nenhum dia em que passasse por aquele caminho que não parasse para tomar um café ou comer um novo quitute que a mãe preparara em um tempo na esperança de alguém chegasse para provar. Hoje, no auge de meus 23 anos e com muita s coisas em minha cabeça, preocupações ou não, passo friamente por aquele caminho sem nem mesmo olhar para cima. E quantas vezes eu já não passei por este caminho depois das reviravoltas da vida que tive e nunca parei para contar as “novidades” ou então para me debruçar naquela varanda e ficar divagando sobre coisas e mais coisas.

Esquecemos coisas pelo caminho. Eu mesmo as vezes sempre esqueço alguma data, algum pedido ou até mesmo algum numero de telefone que não poderia esquecer. Mas também tenho esquecido pessoas com a maior facilidade do mundo. Não esqueço quem não me esquece. Mas acabo por esquecer pessoas de alguma relevância no passado, mas que neste momento de correria e produção perderam completamente a necessidade de minha presença, de meus sorrisos e de minha tagarelice. Essa família perdeu.

Certa vez a mãe ligou para a minha casa, para saber como eu estava, me pedindo para retornar a ligação quando retornasse já que não estava em casa. Não retornei e infelizmente não sinto a menor culpa por isso. Esqueci vocês pelo caminho.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A Solução

Decidi respirar fundo até encontrar a solução exata e o mais importante, no momento exato.
Ao acordar, vi que a horário base já tinha se estourado. Nenhum beijo, nenhum carinho, salvo alguns olhares e beijos esquecidos no ar. Enquanto me armo para este mundo de ignorância e hipocrisia, me desarmo ao ter que escolher o que me alimentaria provisoriamente. Um beijo me é dado, e por um minuto, me fazendo esquecer o problema que eu encontraria.

Assim que o motor ferveu, fomos. Delirando pelos ares e retendo os últimos momentos de companhia, antes que a saudade se fizesse presente em nossos corpos. Algumas melodias entoadas transformaram aquilo tudo em uma suave sinfonia. Nunca vou me esquecer de você, tão compenetrada, enquanto me conduzia para meu enfadonho labor, fazendo com que este caminho fosse apenas mais um momento em que guardarei em meu pequeno coração.

Minhas despedidas são sempre baldes de água fria, prontos a serem jogados para os mais dorminhocos, que insistem em ficar cinco minutos a mais na cama. Os olhos, caídos ainda, e as roupas amassadas, porém limpas, mesmo assim, a felicidade se fez presente, e mais uma vez eu pude encarar o problema, porque sei que a solução está comigo sempre que eu precisar.

terça-feira, 7 de abril de 2009

O Problema

E então, vamos decidir logo tudo isso para que possamos cada um viver a sua vida ?

Algumas coisas levam tempo. O fator tempo que às vezes atrapalha. Tenho esperado muito tempo por isso, e sinto, a cada dia que abro os olhos e tenho que me revestir de um escudo de mentiras, que está se aproximando a hora da decisão final.

Por mais que a minha necessidade tenha se feito primordial, razão pela qual muitas coisas são toleradas preciso sair desta clausura que me machuca diariamente, todo o expediente.

Sou impulsivo, intempestivo, malcriado, boca-suja, respondão e "tenho resposta para tudo”... Você não precisa me agüentar, porque eu, mesmo te vendo todo santo dia útil, não te agüento.

Sinceramente, não quero dinheiro, indenizações, salarios-desempregos... Quero apenas paz, para que eu possa pensar oxigenar meu cérebro e partir para um novo ciclo, uma nova visão em que eu possa ser algo e não o que sou hoje: Um funcionário informal, com acumulo de funções e visão prejudicada pelo largo tempo em um PC e a luz sempre quebrada. Os conflitos de gerações estão cada vez mais freqüentes.

Na mesma estética de uma novela mexicana: O problema não é você, sou eu. Ou melhor, seu problema é a minha solução...decida ou eu decidirei.

domingo, 5 de abril de 2009

Café, ônibus e sono...

Às vezes me encontro em um imenso dilema:
Com algumas moedas em meu bolso furado, tenho que decidir se pego um ônibus ou se tomo um café. Pegando o ônibus, conseguiria te ver com mais rapidez e assim teríamos mais tempo para aproveitar nossa loucura consciente. Mas tomando o café ficaria mais tempo acordado, e pensaria mais em você.

Café ou ônibus, eis a questão.

Se tudo fosse tão fácil quando tomar um café ou pegar um ônibus, acho que conseguiríamos dar mais sorrisos. Encontro-me tão feio e maltratado nestes meandros de pensamentos e mais criticas em que me enfio. Machuco-me apenas por pensar que poderia ser melhor, ou que eu poderia fazer de outra forma. Mas a forma é essa, então vamos fazer. Ainda bem que você existe em mim, para me curar dessas feridas e me trazer um pouco de cores em alguns destes momentos.

Da mesma forma em que te quero, te repudio. Mas te gosto mesmo assim. Gostaria de deitar em uma boa cama e adormecer com a minha patroa do lado direito. Mas tenho que atender esse telefone maldito. Tenho que desligar o despertador. O que era prazer tem se tornado uma preocupação constante, o que era um sonho tem me tirado o sono. Graças a minha patroa eu consigo dormir em alguns momentos, pois sei que ela estas me protegendo enquanto durmo. Devolva o meu sono, devolva a minha paz... Resolveremos isso da melhor maneira.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Ter ?

Odeio o titulo de posse. Aquele sentimento ridículo de "ter" alguma coisa e se beneficiar disso para colocar os outros no chão. Tive duas experiências dessas nessa minha semana que se finda hoje.

Complicado, mas real. Todos pensam ter alguma coisa, mesmo sabendo que nada que temos nos pertence propriamente. Tudo que temos não é nosso. Não me venha com esse papo ridículo de religião de quem "tudo não é nosso, é de deus" que também não é bem assim que a banda toca.

Construímos um mundo de castelos, salários e posses em que o "ter" nada mais é do que ser melhor do que alguém ou de poder pisar em você, como se fosse uma simples formiga entre os pés de uma cidade grande.

Infelizmente o mundo se esquece que na vida existe coisas mais importantes do que o dinheiro e as conquistas materiais. Onde vamos chegar dessa forma.

Fiquei muito triste com essas situações que tive que passar, mesmo que por opção, mas, observando melhor, agora me encontro bem porque sei que tenho mais do que qualquer pessoa. Tenho amor, carinho, atenção, saúde e felicidade para dar e vender. Sou feliz por minhas conquistas, mesmo que elas não tenham caráter material. E mais: Ainda tenho muita coisa para conquistar!

Claro que quero, um dia, poder andar com um bom carro, dormir em uma boa cama e ter grana para parar naqueles restaurantes grandes em que todos param de terno e gravata. Mas tudo em seu tempo, não me pressiono para isso. Hipocrisia seria dizer que não quero viver bem, mas também extrapolaria dizendo que tenho que ter tudo nesse exato momento.

Mais tato da próxima vez... Ninguém é dono de nada.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Sentado no banquinho.

Não quero nenhuma das flores que caem das arvores; Seu sorriso em uma manhã de outono qualquer já me basta.
Assim como as verdades, ora contestáveis, ora absolutas. Várias verdades em que nenhuma se passe como a mais bela mentira inventada por quem não se lembra mais.

Pensar no “uno” ? Descartes pensou em “duo” e eu, mais burro, penso sempre no plural.

Seu sorriso, meu bálsamo, que me alivia todas as manhãs. Pena poder lhe oferecer apenas alguns versos recheados de clichês e de pouca inspiração.

Pouco importa se o jeans que me veste não és o linho que te apetece, porque acabo de descobrir que os dentes artificiais também podem [e conseguem] sorrir.

Se pudesse chover de segunda à segunda meu olhos brilhariam mais. Ainda prefiro o cinza de algumas manhãs ao ensolarado e incomodo que são os “dias normais”. Te espero aqui, sentado no banco da frente. Sem pressa, sem nervosismo e sem dramas. Basta uma folha de papel, uma caneta e um pouco de música boa para me distrair até a sua chegada.

Os fones de ouvido tem lá sua utilidade. Mesmo desligados, afastam presenças de qualquer espécie. A pilha já havia acabo antes mesmo de eu me sentar aqui neste banco com cheiro forte de verniz e tina a óleo. Ainda te espero, não tarde em chegar.